PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2021
Primigesta, 32 anos, sem doenças prévias, vem á consulta de pré-natal trazendo seus primeiros exames. Está atualmente com 8 semanas de gestação. A glicemia de jejum é de 125 mg/dL. Em relação ao diabetes na gestação podemos afirmar:
Glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL na gestação → rastreamento de DG. Metas: jejum < 95, 1h PP < 140, 2h PP < 120 mg/dL.
A glicemia de jejum de 125 mg/dL em gestante de 8 semanas já configura diabetes pré-gestacional ou diabetes diagnosticado no início da gestação, não diabetes gestacional clássico (que é diagnosticado após 24 semanas). As metas glicêmicas são cruciais para evitar complicações maternas e fetais, e o risco de DM tipo 2 futuro é significativo para essas mulheres.
O diabetes na gestação é uma condição comum que exige atenção especial no pré-natal devido aos seus riscos para a mãe e o feto. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para um desfecho favorável. A prevalência varia, mas afeta uma parcela significativa das gestações, tornando-se um tema recorrente em provas de residência e na prática clínica. A fisiopatologia envolve a resistência à insulina induzida pelos hormônios placentários, que pode levar à hiperglicemia em mulheres suscetíveis. O diagnóstico é feito por rastreamento com glicemia de jejum no primeiro trimestre e, se normal, teste de tolerância à glicose oral entre 24 e 28 semanas. A suspeita deve ser alta em pacientes com fatores de risco como obesidade, histórico familiar de diabetes ou diabetes gestacional prévio. O tratamento inicial envolve dieta e exercícios físicos. Se as metas glicêmicas não forem atingidas, a insulinoterapia é indicada. A monitorização glicêmica capilar é essencial para ajustar o tratamento. Após o parto, é fundamental reavaliar o status glicêmico da mulher e orientá-la sobre o risco de desenvolver diabetes tipo 2, incentivando mudanças no estilo de vida e acompanhamento regular.
O diabetes na gestação pode ser diagnosticado por uma glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL ou HbA1c ≥ 6,5% no primeiro trimestre (diabetes pré-gestacional ou diagnosticado no início da gestação). Para diabetes gestacional (após 24 semanas), usa-se o teste de tolerância à glicose oral com 75g de glicose, com valores alterados em jejum, 1h ou 2h pós-sobrecarga.
Manter as metas glicêmicas rigorosas é fundamental para prevenir complicações maternas como pré-eclâmpsia e infecções, e fetais como macrossomia, hipoglicemia neonatal, icterícia, síndrome do desconforto respiratório e malformações congênitas (se o diabetes for pré-gestacional e mal controlado no início da gravidez).
Mulheres com história de diabetes gestacional têm um risco significativamente aumentado de desenvolver diabetes mellitus tipo 2 no futuro, com aproximadamente 40% desenvolvendo a doença em 10 anos. É crucial o rastreamento pós-parto e a adoção de hábitos de vida saudáveis para mitigar esse risco.
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