INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Uma primigesta de 41 anos, com idade gestacional de 20 semanas, vai à consulta pré-natal para levar seus exames de rotina, sem apresentar outras queixas. Seu exame físico está normal, os batimentos cardíacos fetais estão em 140 batimentos por minuto e o fundo uterino é de 21 cm. Ao checar os exames, a médica observou que a glicemia de jejum da paciente era de 110 mg/dL. Os demais exames de rotina pré-natal estavam normais.Diante desse quadro, a conduta adequada para essa paciente é
Glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL na gestação (em qualquer fase) = diagnóstico de Diabetes Gestacional.
Uma glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL em qualquer momento da gestação já é suficiente para o diagnóstico de Diabetes Gestacional, conforme as diretrizes atuais. A conduta inicial é sempre a modificação do estilo de vida, com dieta hipoglicídica e atividade física regular, antes de considerar a insulinoterapia.
O Diabetes Gestacional (DG) é definido como qualquer grau de intolerância à glicose que se inicia ou é diagnosticado pela primeira vez durante a gravidez, independentemente da necessidade de insulina ou da persistência após o parto. É uma condição comum que afeta um número significativo de gestantes e está associada a riscos aumentados para a mãe (pré-eclâmpsia, parto prematuro, DG em gestações futuras) e para o feto (macrossomia, hipoglicemia neonatal, icterícia, malformações). O rastreamento e diagnóstico precoce são cruciais. As diretrizes atuais preconizam que o diagnóstico de DG pode ser feito em qualquer fase da gestação. Uma glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL já é suficiente para o diagnóstico. Se a glicemia de jejum for normal (<92 mg/dL) no primeiro trimestre, o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) com 75g deve ser realizado entre 24 e 28 semanas. No caso da paciente em questão, com glicemia de jejum de 110 mg/dL às 20 semanas, o diagnóstico de DG já está estabelecido. A conduta inicial para o Diabetes Gestacional é sempre não farmacológica, focando em mudanças no estilo de vida. Isso inclui a implementação de uma dieta balanceada com controle de carboidratos e a prática de atividade física regular, adaptada à gestação. A insulinoterapia é considerada se as metas glicêmicas não forem atingidas com as medidas não farmacológicas após 1 a 2 semanas. Residentes devem estar atentos aos critérios diagnósticos e à importância da intervenção precoce para otimizar os desfechos maternos e fetais.
Uma glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL em qualquer momento da gestação já é suficiente para o diagnóstico de diabetes gestacional.
A primeira linha de tratamento é sempre a modificação do estilo de vida, incluindo dieta com restrição de carboidratos e a prática de atividade física regular, antes de considerar a insulinoterapia.
Mulheres com idade materna avançada (geralmente >35 anos) têm maior risco de desenvolver diabetes gestacional devido a uma menor reserva de células beta pancreáticas e maior resistência à insulina.
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