PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2022
Sobre o diabetes gestacional assinale a alternativa CORRETA:
DG: Diagnóstico por glicemia jejum e TTG 75g (24-28 semanas).
O diagnóstico do diabetes gestacional é feito através da glicemia de jejum e do teste oral de tolerância à glicose (TOTG) com 75g de glicose, geralmente entre 24 e 28 semanas de gestação, seguindo critérios específicos para cada exame.
O diabetes gestacional (DG) é uma condição de intolerância à glicose que se inicia ou é diagnosticada pela primeira vez durante a gestação, afetando cerca de 10% a 20% das gestações. Seu reconhecimento e manejo são cruciais para prevenir complicações maternas e fetais, como macrossomia, pré-eclâmpsia e hipoglicemia neonatal. A triagem universal e o diagnóstico precoce são pilares da assistência pré-natal. O diagnóstico do DG é realizado por meio da glicemia de jejum e, principalmente, pelo teste oral de tolerância à glicose (TOTG) com 75g de glicose, geralmente entre 24 e 28 semanas de gestação. Critérios específicos devem ser utilizados para a interpretação desses exames, sendo a alteração de um único valor no TOTG 75g suficiente para o diagnóstico. O manejo envolve dieta, exercício físico e, se necessário, insulinoterapia. Após o parto, a maioria das mulheres com DG retoma o metabolismo normal de carboidratos, mas o risco de desenvolver diabetes mellitus tipo 2 no futuro é significativamente aumentado. Por isso, é fundamental o acompanhamento pós-parto e a orientação sobre mudanças no estilo de vida para reduzir esse risco. O controle glicêmico adequado é essencial para um bom prognóstico materno-fetal.
O diagnóstico de diabetes gestacional pode ser feito com glicemia de jejum alterada (≥92 mg/dL) ou com o teste oral de tolerância à glicose (TOTG) de 75g, onde um ou mais valores estão alterados (jejum ≥92, 1h ≥180, 2h ≥153 mg/dL).
O rastreamento universal para diabetes gestacional é recomendado entre 24 e 28 semanas de gestação, mas pode ser feito mais cedo em gestantes com fatores de risco.
O diabetes gestacional não controlado pode levar a complicações maternas como pré-eclâmpsia e distocia de ombro, e fetais como macrossomia, hipoglicemia neonatal e icterícia.
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