FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2023
Maria Luiza iniciou pré-natal com 10 semanas de gestação. Nega história prévia de diabetes. Ao retornar com os exames de rotina no primeiro trimestre, apresentava glicemia de jejum = 95mg/dl. Relata ter feito 10 horas de jejum antes de colher o sangue. Desta forma, qual a melhor conduta?
Glicemia jejum gestante ≥ 92 mg/dL no 1º trimestre = Diabetes Gestacional.
Uma glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL no primeiro trimestre já é diagnóstica de diabetes gestacional, não sendo necessário aguardar o TOTG entre 24-28 semanas. A conduta inicial envolve orientação dietética e atividade física, com monitoramento ambulatorial.
O diabetes gestacional (DG) é definido como qualquer grau de intolerância à glicose que se inicia ou é diagnosticado pela primeira vez durante a gestação. Sua prevalência tem aumentado e o diagnóstico precoce é fundamental para prevenir complicações maternas e fetais. O rastreamento do DG começa no primeiro trimestre com a glicemia de jejum. Se o valor for ≥ 92 mg/dL, o diagnóstico de DG já está estabelecido. Caso contrário, o rastreamento é repetido entre 24 e 28 semanas com o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) 75g. A fisiopatologia envolve resistência à insulina induzida pelos hormônios placentários. O manejo inicial do DG é baseado em mudanças no estilo de vida, incluindo dieta balanceada e atividade física regular. O controle glicêmico rigoroso é monitorado ambulatorialmente e, se as metas não forem atingidas, a insulinoterapia é iniciada. O objetivo é manter a glicemia materna dentro dos valores de referência para otimizar os resultados da gestação.
No primeiro trimestre, uma glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL já é suficiente para o diagnóstico de diabetes gestacional. Não é necessário aguardar o TOTG 75g.
A conduta inicial inclui orientação nutricional individualizada, incentivo à atividade física regular e monitoramento glicêmico domiciliar. A insulinoterapia pode ser necessária se as metas não forem atingidas.
O diagnóstico precoce permite intervenções que reduzem o risco de complicações maternas (pré-eclâmpsia, parto prematuro) e fetais (macrossomia, hipoglicemia neonatal, malformações congênitas).
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