UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Primigesta de 28 anos, com idade gestacional de 14 semanas vem para primeira consulta de pré-natal na unidade básica de saúde com resultado de glicemia de jejum de 95 mg/dl. Nega patologias ou cirurgias prévias. Apresenta histórico de diabetes na família (irmã). A conduta mais correta frente a esse resultado de exame é
Glicemia jejum ≥ 92 mg/dL no 1º trimestre = Diabetes Gestacional → Dieta, estilo de vida, pré-natal alto risco.
Uma glicemia de jejum de 95 mg/dL no primeiro trimestre já é diagnóstica de diabetes gestacional. A conduta inicial envolve orientação dietética e de estilo de vida, com encaminhamento para pré-natal de alto risco para manejo especializado e monitoramento.
O diabetes gestacional (DMG) é uma condição comum que afeta cerca de 10-20% das gestações no Brasil, sendo crucial seu diagnóstico e manejo precoces para evitar complicações maternas e fetais. A triagem e o diagnóstico são realizados em diferentes momentos da gestação, com critérios específicos para o primeiro e segundo/terceiro trimestres. No primeiro trimestre, o diagnóstico de DMG é estabelecido por uma glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL. Este valor, mesmo que pareça "normal" fora da gravidez, é considerado elevado para o estado gestacional devido às alterações metabólicas que ocorrem. A presença de fatores de risco, como histórico familiar de diabetes, reforça a necessidade de atenção e intervenção. A conduta inicial para o DMG envolve principalmente mudanças no estilo de vida, com dieta balanceada e atividade física. O encaminhamento para um serviço de pré-natal de alto risco é fundamental para o acompanhamento multidisciplinar, monitoramento glicêmico rigoroso e, se necessário, introdução de terapia farmacológica (insulina). O controle glicêmico adequado é essencial para prevenir macrossomia fetal, pré-eclâmpsia, parto prematuro e outras complicações.
O diagnóstico de diabetes gestacional no primeiro trimestre é feito com uma glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL. Valores entre 92 e 125 mg/dL confirmam o diagnóstico, enquanto ≥ 126 mg/dL indica diabetes pré-gestacional.
A conduta inicial inclui orientação dietética individualizada, incentivo à prática de atividade física regular (se não houver contraindicações) e encaminhamento para acompanhamento em pré-natal de alto risco.
Fatores de risco incluem idade materna avançada, sobrepeso/obesidade pré-gestacional, ganho excessivo de peso na gravidez, histórico familiar de diabetes, macrossomia em gestação anterior e síndrome dos ovários policísticos.
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