FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2021
Gestante primigesta com diagnóstico de diabetes gestacional, realizando dieta adequada e exercícios físicos, comparece ao pré-natal com 32 semanas de gestação, trazendo os seguintes valores glicêmicos realizados em diferentes dias: jejum: 96/109/98/106; uma hora pós-café: 152/160/149/178, uma hora pós-almoço: 164/172/137/166; uma hora pós-jantar: 150/148/162/139. Com relação aos valores glicêmicos e a conduta, é correto afirmar:
Diabetes gestacional com >30% glicemias alteradas (mesmo com dieta/exercício) → iniciar insulina.
Em gestantes com diabetes gestacional, se mais de 30% dos valores glicêmicos monitorados estiverem acima das metas, mesmo após otimização da dieta e exercícios, a insulinoterapia é a conduta indicada para prevenir complicações maternas e fetais.
O diabetes gestacional (DG) é uma condição comum que afeta a saúde materna e fetal, exigindo manejo rigoroso. O diagnóstico precoce e o controle glicêmico adequado são fundamentais para prevenir complicações como macrossomia, polidrâmnio e distocia de ombro, sendo um tema de grande relevância na obstetrícia. A primeira linha de tratamento para o DG envolve modificações no estilo de vida, como dieta balanceada e exercícios físicos. No entanto, se o controle glicêmico não for alcançado com essas medidas, a insulinoterapia torna-se necessária. A decisão de iniciar a insulina é baseada na porcentagem de valores glicêmicos que permanecem acima das metas, geralmente >30% dos valores. A introdução da insulina deve ser feita de forma individualizada, com monitoramento contínuo e ajuste das doses para atingir as metas glicêmicas. O acompanhamento multidisciplinar é essencial para garantir a segurança da mãe e do bebê, e o conhecimento dos critérios para a insulinoterapia é crucial para a prática clínica do residente.
As metas glicêmicas geralmente são: jejum < 95 mg/dL, 1 hora pós-prandial < 140 mg/dL e 2 horas pós-prandial < 120 mg/dL, para minimizar riscos maternos e fetais.
A insulinoterapia é indicada quando, após 1 a 2 semanas de dieta e exercícios adequados, mais de 30% dos valores glicêmicos monitorados estão acima das metas estabelecidas.
As principais complicações incluem macrossomia fetal, polidrâmnio, pré-eclâmpsia, parto prematuro, hipoglicemia neonatal, icterícia neonatal e maior risco de diabetes tipo 2 futuro para a mãe.
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