UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2020
Pode-se afirmar que o diagnóstico de diabetes gestacional aumenta o risco de:
Diabetes Gestacional → ↑ risco de pré-eclâmpsia e tocotraumatismo (devido à macrossomia).
O diabetes gestacional aumenta significativamente os riscos maternos e fetais. Entre as complicações maternas, a pré-eclâmpsia é uma das mais sérias. Para o feto, a macrossomia é comum, predispondo a tocotraumatismos durante o parto vaginal, como distocia de ombro.
O diabetes gestacional (DG) é uma condição de intolerância à glicose que se inicia ou é diagnosticada pela primeira vez durante a gestação. Sua prevalência varia, mas é uma das complicações médicas mais comuns da gravidez, impactando significativamente a saúde materno-fetal. O rastreamento universal é crucial, geralmente realizado entre 24 e 28 semanas de gestação, para identificar e manejar precocemente a condição. A fisiopatologia envolve a resistência à insulina induzida pelos hormônios placentários, levando à hiperglicemia materna. Essa glicose excessiva atravessa a placenta, causando hiperglicemia fetal e hiperinsulinemia compensatória, que estimula o crescimento fetal (macrossomia). O diagnóstico é feito por testes de tolerância à glicose oral, e o manejo inclui dieta, exercícios e, se necessário, insulinoterapia. As complicações do DG são diversas e graves. Para a mãe, o risco de pré-eclâmpsia, parto prematuro e desenvolvimento futuro de diabetes tipo 2 é elevado. Para o feto, a macrossomia predispõe a tocotraumatismos (como distocia de ombro, paralisia de plexo braquial), hipoglicemia neonatal, icterícia, policitemia e síndrome do desconforto respiratório. O controle glicêmico rigoroso é fundamental para minimizar esses riscos e garantir um desfecho gestacional favorável.
As principais complicações maternas incluem pré-eclâmpsia, parto prematuro, infecções e um risco aumentado de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro.
No feto, pode causar macrossomia, levando a tocotraumatismos. No recém-nascido, há risco de hipoglicemia, icterícia, policitemia e síndrome do desconforto respiratório.
A macrossomia fetal, comum no diabetes gestacional, aumenta o risco de distocia de ombro e, consequentemente, de tocotraumatismos como paralisia de Erb ou fraturas durante o parto vaginal.
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