Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2021
Considere as assertivas. I. Valores de hemoglobina glicada em gestações no primeiro trimestre têm relação direta com o risco de malformações fetais. lI. Recém-nascidos de diabéticas que utilizaram hipoglicemiantes orais na gestação apresentam menor risco de hipoglicemia pós- parto. IlI. A principal causa materna de polidramnia é o diabete na gestação. Está(ão) correta(s) a(s) assertiva(s)
HbA1c 1º tri ↑ risco malformações. Diabetes gestacional = principal causa materna de polidramnia.
A hiperglicemia materna no primeiro trimestre, refletida pela HbA1c, é crucial para o risco de teratogenicidade. Além disso, o diabetes gestacional é uma causa importante de polidramnia devido à poliúria fetal induzida pela hiperglicemia.
O diabetes gestacional (DG) é uma condição de intolerância à glicose que surge ou é diagnosticada pela primeira vez durante a gravidez. Sua prevalência varia, mas é uma das complicações médicas mais comuns na gestação, afetando a saúde materno-fetal. O controle glicêmico rigoroso é fundamental para prevenir complicações. A fisiopatologia envolve resistência à insulina e secreção inadequada de insulina pelas células beta pancreáticas maternas. A hiperglicemia materna no primeiro trimestre é teratogênica, aumentando o risco de malformações congênitas. No segundo e terceiro trimestres, a hiperglicemia leva a macrossomia fetal, polidramnia (devido à poliúria fetal), hipoglicemia neonatal, icterícia e síndrome do desconforto respiratório. O diagnóstico é feito por rastreamento e teste de tolerância à glicose oral. O tratamento do DG visa manter os níveis glicêmicos maternos dentro da normalidade, inicialmente com dieta e exercícios. Se o controle não for alcançado, a insulina é a terapia farmacológica de escolha, pois não atravessa a placenta. Hipoglicemiantes orais como a glibenclamida podem ser usados em casos selecionados, mas com cautela devido ao risco de hipoglicemia neonatal. O acompanhamento pré-natal deve ser intensificado, com monitoramento fetal e planejamento do parto.
Valores elevados de hemoglobina glicada no primeiro trimestre indicam hiperglicemia materna precoce, que é um fator de risco significativo para o desenvolvimento de malformações congênitas no feto, especialmente cardíacas e do sistema nervoso central.
O diabetes gestacional pode levar à hiperglicemia fetal, que por sua vez causa poliúria fetal. Esse aumento na produção de urina fetal contribui para o acúmulo excessivo de líquido amniótico, resultando em polidramnia.
Hipoglicemiantes orais, como a glibenclamida, podem atravessar a barreira placentária e causar hiperinsulinemia fetal, aumentando o risco de hipoglicemia grave no recém-nascido após o parto. A insulina é preferível para o controle glicêmico.
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