UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2015
Com relação à diabetes gestacional, é INCORRETO afirmar:
DMG: malformações congênitas não ↑, mas macrossomia e hipoglicemia neonatal são riscos chave.
Malformações congênitas maiores são mais associadas à diabetes pré-gestacional descompensada no primeiro trimestre, período de organogênese. Na diabetes gestacional, que se manifesta geralmente após o primeiro trimestre, os riscos fetais são principalmente metabólicos, como macrossomia e hipoglicemia neonatal.
A diabetes gestacional (DMG) é definida como qualquer grau de intolerância à glicose com início ou primeiro reconhecimento durante a gravidez. É uma condição comum que afeta cerca de 10% das gestações, sendo um importante fator de risco para complicações maternas e fetais. O rastreamento é fundamental, geralmente realizado entre 24 e 28 semanas de gestação, para identificar e manejar precocemente a condição. A fisiopatologia da DMG envolve a resistência à insulina induzida pelos hormônios placentários, que, em mulheres suscetíveis, leva à incapacidade do pâncreas materno de produzir insulina suficiente para compensar. No feto, a hiperglicemia materna crônica estimula o pâncreas fetal a produzir mais insulina (hiperinsulinemia), resultando em crescimento excessivo (macrossomia), acúmulo de gordura e glicogênio. As principais complicações da DMG para o feto incluem macrossomia, hipoglicemia neonatal, icterícia, policitemia e síndrome do desconforto respiratório. É crucial ressaltar que, ao contrário da diabetes pré-gestacional descompensada no primeiro trimestre, a DMG não está associada a um aumento significativo no risco de malformações congênitas, pois se manifesta após o período de organogênese. O controle glicêmico rigoroso durante a gestação é essencial para minimizar esses riscos e melhorar os desfechos materno-fetais.
Os principais riscos fetais da diabetes gestacional incluem macrossomia, hipoglicemia neonatal, icterícia, policitemia e síndrome do desconforto respiratório.
Não, a diabetes gestacional, que geralmente se manifesta após o primeiro trimestre, não aumenta significativamente o risco de malformações congênitas. Este risco é maior na diabetes pré-gestacional descompensada durante a organogênese.
Recém-nascidos de mães com diabetes gestacional podem ter hipoglicemia devido à hiperinsulinemia fetal crônica em resposta à hiperglicemia materna. Após o nascimento, com a interrupção do aporte glicêmico materno, a alta produção de insulina persiste, levando à queda rápida da glicemia.
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