UNIRIO/HUGG - Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - Rio de Janeiro (RJ) — Prova 2021
São complicações do diabetes gestacional:
Diabetes gestacional → macrossomia, polidramnia, hipoglicemia neonatal.
O diabetes gestacional, devido à hiperglicemia materna, leva à hiperinsulinemia fetal, resultando em macrossomia, polidramnia e, após o parto, hipoglicemia neonatal pela interrupção súbita do aporte glicêmico materno.
O diabetes gestacional (DG) é uma condição de intolerância à glicose que se inicia ou é diagnosticada pela primeira vez durante a gravidez. Sua prevalência tem aumentado globalmente, e o rastreamento adequado é crucial devido às suas significativas morbidades maternas e perinatais. A fisiopatologia envolve a resistência à insulina induzida pelos hormônios placentários, que, se não compensada por um aumento na produção de insulina, resulta em hiperglicemia materna. As complicações do DG são predominantemente decorrentes da hiperglicemia materna e sua transmissão para o feto. No feto, a hiperglicemia crônica estimula o pâncreas a produzir mais insulina (hiperinsulinemia fetal), agindo como um fator de crescimento e levando à macrossomia (peso ao nascer > 4000g ou > percentil 90 para a idade gestacional). Outras complicações fetais incluem polidramnia (devido à poliúria fetal) e, em casos mais graves e mal controlados, malformações congênitas (especialmente se o diabetes já existia antes da gestação). No período neonatal, as principais complicações incluem a hipoglicemia neonatal, que ocorre devido à hiperinsulinemia persistente do recém-nascido após a interrupção súbita do aporte glicêmico materno. Outros riscos neonatais são icterícia, policitemia, síndrome do desconforto respiratório (pelo atraso na maturação pulmonar) e cardiomiopatia hipertrófica. O controle glicêmico rigoroso durante a gestação é a chave para prevenir essas complicações, através de dieta, exercícios e, se necessário, insulinoterapia.
A hiperglicemia materna crônica leva à hiperglicemia fetal, que estimula o pâncreas fetal a produzir mais insulina (hiperinsulinemia), um potente fator de crescimento, resultando em acúmulo de gordura e crescimento excessivo.
A hiperglicemia fetal causa poliúria fetal (aumento da produção de urina), que é o principal componente do líquido amniótico, levando ao aumento do volume de líquido amniótico (polidramnia).
Os principais riscos incluem hipoglicemia neonatal (pela hiperinsulinemia persistente após o corte do cordão umbilical), icterícia, policitemia, síndrome do desconforto respiratório e cardiomiopatia hipertrófica.
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