FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2015
Gestante de 33 anos; AU = 36 cm; BCF = 152 bpm; com 30 semanas de gestação e diagnóstico de diabetes gestacional mal controlado com dieta e exercícios, utilizando insulina atualmente, devido à hiperglicemia materna, pode ter qual das complicações relacionadas abaixo?
Diabetes gestacional mal controlado → Hiperglicemia materna → Macrossomia fetal.
O diabetes gestacional mal controlado leva à hiperglicemia materna, que por sua vez causa hiperglicemia fetal. O pâncreas fetal responde com hiperinsulinemia, resultando em crescimento fetal excessivo, acúmulo de gordura e, consequentemente, macrossomia fetal.
O diabetes gestacional (DG) é uma condição de intolerância à glicose que se inicia ou é diagnosticada pela primeira vez durante a gravidez. Sua prevalência tem aumentado globalmente, tornando-o um desafio significativo na saúde materno-fetal. Quando o DG não é adequadamente controlado, especialmente através de dieta, exercícios e, se necessário, insulinoterapia, as gestantes e seus fetos estão em risco de diversas complicações, sendo a macrossomia fetal uma das mais proeminentes e clinicamente relevantes. A fisiopatologia da macrossomia no DG mal controlado é centrada na hiperglicemia materna. A glicose atravessa livremente a placenta, resultando em hiperglicemia fetal. Em resposta a esse excesso de glicose, o pâncreas fetal produz e libera grandes quantidades de insulina (hiperinsulinemia fetal). A insulina atua como um potente fator de crescimento, promovendo o acúmulo de gordura e o crescimento excessivo de órgãos fetais, levando ao aumento do peso fetal e, consequentemente, à macrossomia. A macrossomia fetal acarreta riscos significativos tanto para a mãe quanto para o recém-nascido. Para a mãe, aumenta o risco de parto traumático, distocia de ombro, lacerações perineais graves e cesariana. Para o feto/recém-nascido, além da distocia de ombro, há maior risco de hipoglicemia neonatal, icterícia, policitemia, cardiomiopatia hipertrófica e síndrome do desconforto respiratório. O manejo rigoroso do DG é, portanto, crucial para otimizar os desfechos maternos e neonatais, sendo um tópico essencial para a formação de residentes e estudantes de medicina.
A principal complicação fetal do diabetes gestacional mal controlado é a macrossomia fetal, caracterizada por um peso ao nascer superior a 4000g ou acima do percentil 90 para a idade gestacional. Isso ocorre devido à hiperglicemia materna que leva à hiperinsulinemia fetal e crescimento excessivo.
A hiperglicemia materna resulta em maior transporte de glicose para o feto. Em resposta, o pâncreas fetal produz mais insulina (hiperinsulinemia), que atua como um fator de crescimento, promovendo o acúmulo de gordura e o crescimento de órgãos, levando à macrossomia.
Além da macrossomia, outras complicações incluem polidramnio, hipoglicemia neonatal, icterícia neonatal, síndrome do desconforto respiratório, cardiomiopatia hipertrófica, maior risco de distocia de ombro e, a longo prazo, maior risco de obesidade e diabetes tipo 2 na prole.
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