HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2023
Gestante, 26 semanas, com obesidade grau 2, nega comorbidades. Tercigesta e primípara, vem para consulta de pré-natal com ultrassonografia morfológica de 2º trimestre, evidenciando feto único vivo, cefálico, placenta grau 0, peso estimado no percentil 95, ILA sem alterações. Ausência de alterações na morfologia fetal.Sobre o diagnóstico de diabetes gestacional, é correto afirmar que
DG: Glicemia jejum ≥92 mg/dL OU TOTG 75g (1h ≥180, 2h ≥153) com 1 critério alterado.
O diagnóstico de diabetes gestacional pode ser estabelecido por uma glicemia de jejum alterada (≥92 mg/dL) ou pelo Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) de 75g, onde um único valor alterado (jejum, 1h ou 2h) já é suficiente para a confirmação diagnóstica.
O diabetes gestacional (DG) é definido como qualquer grau de intolerância à glicose com início ou primeiro reconhecimento durante a gravidez. É uma condição comum que afeta aproximadamente 10-20% das gestações no Brasil, sendo um importante fator de risco para complicações maternas e fetais, como pré-eclâmpsia, macrossomia fetal, hipoglicemia neonatal e maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro para a mãe e o filho. O rastreamento universal para DG é recomendado entre 24 e 28 semanas de gestação, utilizando o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) com 75g de glicose. O diagnóstico é estabelecido se a glicemia de jejum for ≥92 mg/dL, ou se a glicemia 1 hora após a sobrecarga for ≥180 mg/dL, ou se a glicemia 2 horas após a sobrecarga for ≥153 mg/dL. Apenas um desses valores alterados é suficiente para o diagnóstico. É importante ressaltar que uma glicemia de jejum ≥126 mg/dL ou uma glicemia aleatória ≥200 mg/dL (confirmada) em qualquer momento da gestação já configura diabetes pré-gestacional. O manejo da DG envolve mudanças no estilo de vida (dieta e exercícios), monitoramento da glicemia e, se necessário, terapia farmacológica com insulina. O controle glicêmico adequado é fundamental para reduzir os riscos de complicações. Após o parto, a maioria das mulheres retorna à normoglicemia, mas é essencial realizar um TOTG 75g 6 a 12 semanas pós-parto para reclassificação e aconselhamento sobre o risco futuro de diabetes tipo 2.
Fatores de risco incluem obesidade, idade materna avançada, história familiar de diabetes, DG prévia, macrossomia fetal em gestação anterior, síndrome dos ovários policísticos e ganho de peso excessivo na gravidez.
O rastreamento é feito entre 24 e 28 semanas com TOTG 75g. O diagnóstico é confirmado se a glicemia de jejum for ≥92 mg/dL ou se um dos valores do TOTG 75g (1h ≥180 mg/dL ou 2h ≥153 mg/dL) for alterado.
O diagnóstico e tratamento precoces são cruciais para prevenir complicações maternas (pré-eclâmpsia, parto prematuro) e fetais (macrossomia, hipoglicemia neonatal, icterícia, distúrbios respiratórios e maior risco de diabetes tipo 2 na vida adulta).
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