Diabetes Gestacional: Rastreamento e Diagnóstico Atual

HCV - Hospital da Cruz Vermelha Brasileira (PR) — Prova 2015

Enunciado

Com relação ao rastreamento de diabetes gestacional, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) O rastreamento deve ser iniciado pela anamnese para a identificação dos fatores de risco como idade igual ou superior a 35 anos, história de macrossomia fetal, entre outras
  2. B) Apenas as gestantes, com fator de risco, devem realizar uma dosagem de glicemia no início da gravidez, antes de 20 semanas, ou tão logo seja possível
  3. C) Uma glicemia plasmáticas de jejum = 126mg/dL já confirma o diagnóstico de diabetes gestacional, sem necessidade de teste de tolerância
  4. D) As gestantes com rastreamento positivo, ou seja, com glicemia plasmática de jejum maior ou igual a 85mg/dL até 125mg/dL e/ou com qualquer fator de risco devem ser submetidas à confirmação diagnóstica com teste oral de tolerância à glicose após ingestão de 75g de glicose
  5. E) O teste diagnóstico após 24 semanas é o perfil glicêmico tradicional sendo a glicose plasmática determinada em jejum, após 1 hora e após 2 horas

Pérola Clínica

Rastreamento DG: GJ ≥ 85-125 mg/dL ou FR → TOTG 75g (24-28 sem).

Resumo-Chave

O rastreamento para diabetes gestacional (DG) é universal ou seletivo, dependendo das diretrizes. Gestantes com glicemia de jejum entre 85-125 mg/dL ou com fatores de risco devem realizar o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) com 75g de glicose entre 24 e 28 semanas para confirmação diagnóstica.

Contexto Educacional

O diabetes gestacional (DG) é uma condição de intolerância à glicose que surge ou é diagnosticada pela primeira vez durante a gravidez. Seu rastreamento e diagnóstico precoces são cruciais para prevenir complicações maternas e fetais, como macrossomia, pré-eclâmpsia e distocia de ombro. As diretrizes para rastreamento podem variar, mas geralmente envolvem uma avaliação inicial e, se necessário, um teste de tolerância à glicose. O rastreamento inicial pode ser feito pela anamnese, identificando fatores de risco como idade avançada, obesidade, história familiar de diabetes, macrossomia fetal prévia ou DG em gestação anterior. Além disso, uma glicemia de jejum no início da gravidez é fundamental. Se a glicemia de jejum estiver entre 85 mg/dL e 125 mg/dL, ou se a gestante apresentar fatores de risco, o próximo passo é a realização do Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) com 75g de glicose. O TOTG de 75g é o padrão-ouro para o diagnóstico de DG e deve ser realizado entre 24 e 28 semanas de gestação. Os critérios diagnósticos para o TOTG 75g são: glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL, glicemia 1 hora após ≥ 180 mg/dL ou glicemia 2 horas após ≥ 153 mg/dL. A presença de um ou mais desses valores alterados confirma o diagnóstico de DG. É importante notar que uma glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL (confirmada) ou uma glicemia aleatória ≥ 200 mg/dL com sintomas já configura diabetes mellitus franco na gestação, não DG.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para o rastreamento de diabetes gestacional?

O rastreamento pode ser universal ou seletivo. Geralmente, gestantes com glicemia de jejum entre 85 e 125 mg/dL no primeiro trimestre ou com fatores de risco (idade >35 anos, obesidade, história familiar de DM, macrossomia fetal prévia) devem ser submetidas a testes adicionais.

Como é realizado o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) de 75g para diabetes gestacional?

O TOTG de 75g é realizado entre 24 e 28 semanas de gestação. Após 8-14 horas de jejum, a glicemia é dosada em jejum, 1 hora e 2 horas após a ingestão de 75g de glicose. O diagnóstico é confirmado se um ou mais valores forem alterados (Jejum ≥ 92 mg/dL, 1h ≥ 180 mg/dL, 2h ≥ 153 mg/dL).

Quando uma glicemia de jejum isolada já confirma o diagnóstico de diabetes gestacional?

Uma glicemia plasmática de jejum ≥ 126 mg/dL, confirmada em uma segunda amostra, ou uma glicemia aleatória ≥ 200 mg/dL com sintomas clássicos de hiperglicemia, já é suficiente para o diagnóstico de diabetes mellitus franco na gestação, não necessitando de TOTG.

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