FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2022
Em relação às complicações no parto de gestante diabética, é mais frequente a ocorrência de
Gestante diabética → ↑ risco de macrossomia fetal → ↑ risco de distócia de ombros (biacromial).
Gestantes diabéticas têm maior risco de macrossomia fetal devido ao hiperinsulinismo fetal, que leva ao crescimento excessivo, especialmente dos ombros e tronco. Essa desproporção fetopélvica aumenta significativamente a chance de distócia de ombros (distócia biacromial) durante o parto vaginal.
O diabetes gestacional (DG) é uma condição de intolerância à glicose que se inicia ou é diagnosticada pela primeira vez durante a gravidez. É uma das complicações médicas mais comuns da gestação, afetando cerca de 10% a 20% das gestantes. O controle glicêmico inadequado está associado a uma série de complicações maternas e fetais, tanto durante a gestação quanto no parto e pós-parto. A compreensão dessas complicações é vital para o manejo obstétrico. A fisiopatologia central das complicações fetais no DG reside no hiperinsulinismo fetal. O excesso de glicose materna atravessa a placenta, estimulando o pâncreas fetal a produzir insulina em excesso. A insulina é um hormônio anabólico, levando ao crescimento excessivo do feto (macrossomia), com acúmulo de gordura, especialmente no tronco e ombros. Esse crescimento desproporcional é a principal causa da distócia de ombros (também conhecida como distócia biacromial), onde o diâmetro biacromial fetal é grande demais para passar pela pelve materna após o nascimento da cabeça. Durante o parto, a distócia de ombros é a complicação mais temida e frequente em gestantes diabéticas com macrossomia, exigindo manobras específicas e aumentando o risco de lesões fetais (plexo braquial, fraturas) e maternas (lacerações, hemorragia). Outras complicações incluem maior taxa de cesariana, parto prematuro, polidramnio e pré-eclâmpsia. O manejo pré-natal rigoroso do DG, incluindo dieta, exercícios e, se necessário, insulinoterapia, visa prevenir a macrossomia e suas consequências, otimizando o momento e o modo do parto.
No diabetes gestacional, o excesso de glicose materna atravessa a placenta, estimulando o pâncreas fetal a produzir mais insulina. Esse hiperinsulinismo fetal leva ao crescimento excessivo (macrossomia), com maior deposição de gordura, especialmente no tronco e ombros.
A macrossomia, particularmente o aumento do diâmetro biacromial, cria uma desproporção entre o tamanho do feto e a pelve materna. Após o nascimento da cabeça, os ombros podem ficar impactados atrás da sínfise púbica, caracterizando a distócia de ombros.
Além da distócia de ombros, gestantes diabéticas podem ter maior risco de parto prematuro, pré-eclâmpsia, polidramnio, infecções e, no feto, hipoglicemia neonatal, icterícia e síndrome do desconforto respiratório.
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