Diabetes Gestacional: TTOG e Risco de Macrossomia Fetal

FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2021

Enunciado

Paciente primigesta, IG 29 semanas, comparece em consulta de pré-natal com resultados de exames de segunda rotina: Hb 12 g/dL; Ht 33%; plaquetas 134 mil/mL. Teste de tolerância oral à glicose (TTOG): jejum: 90mg% / 1ª hora: 180mg% / 2ª hora: 150mg%; HIV negativo; VDRL negativo; toxoplasmose IgG negativo e IgM negativo. Urina I. sem alterações, urocultura com flora mista. Considerando os dados apresentados, assinale o risco potencial maior para esta gestação:

Alternativas

  1. A) Malformação cardíaca fetal
  2. B) Sífilis congênita
  3. C) Macrossomia fetal
  4. D) Restrição de crescimento fetal

Pérola Clínica

TTOG alterado na gestação → diagnóstico de diabetes gestacional → risco aumentado de macrossomia fetal.

Resumo-Chave

O teste de tolerância oral à glicose (TTOG) alterado durante a gestação é diagnóstico de diabetes gestacional. Esta condição aumenta significativamente o risco de macrossomia fetal, uma complicação que pode levar a dificuldades no parto e morbidade neonatal.

Contexto Educacional

O diabetes gestacional (DG) é definido como qualquer grau de intolerância à glicose com início ou primeiro reconhecimento durante a gravidez. É uma condição comum que afeta uma parcela significativa das gestações e, se não for adequadamente controlada, pode levar a uma série de complicações tanto para a mãe quanto para o feto. O rastreamento e diagnóstico precoce são cruciais para o manejo adequado e a prevenção de desfechos adversos. O diagnóstico de DG é tipicamente realizado entre a 24ª e a 28ª semana de gestação através do Teste de Tolerância Oral à Glicose (TTOG) com 75g de glicose. Os critérios diagnósticos variam ligeiramente entre as diretrizes, mas geralmente consideram alterados valores de glicemia de jejum, 1 hora ou 2 horas pós-ingestão da glicose. No caso apresentado, os valores de 180mg% na 1ª hora e 150mg% na 2ª hora são indicativos de DG, conforme os critérios da maioria das sociedades médicas. As principais complicações fetais do diabetes gestacional não controlado incluem macrossomia fetal, que é o crescimento excessivo do feto, aumentando o risco de distocia de ombro, lesões de plexo braquial e necessidade de cesariana. Outras complicações neonatais podem incluir hipoglicemia, icterícia, policitemia e síndrome do desconforto respiratório. O manejo do DG envolve dieta, exercícios físicos e, se necessário, insulinoterapia, com o objetivo de manter os níveis glicêmicos dentro da faixa alvo para otimizar os desfechos maternos e fetais.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para diabetes gestacional pelo TTOG?

O diagnóstico de diabetes gestacional é feito se um ou mais valores do TTOG (com 75g de glicose) forem iguais ou superiores a: jejum ≥ 92 mg/dL, 1 hora ≥ 180 mg/dL ou 2 horas ≥ 153 mg/dL. No caso da questão, os valores de 180 mg% (1ª hora) e 150 mg% (2ª hora) são alterados.

Qual o principal risco fetal associado ao diabetes gestacional não controlado?

O principal risco fetal é a macrossomia, que é o crescimento excessivo do feto, resultando em um peso ao nascer superior a 4000g ou acima do percentil 90 para a idade gestacional. Isso aumenta o risco de distocia de ombro, lesões de plexo braquial e outras complicações no parto.

Quando o rastreamento para diabetes gestacional é realizado?

O rastreamento para diabetes gestacional é geralmente realizado entre a 24ª e a 28ª semana de gestação, através do teste de tolerância oral à glicose (TTOG) com 75g de glicose. Em gestantes com alto risco, o rastreamento pode ser antecipado para o primeiro trimestre.

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