USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2025
Gestante, 26 anos de idade, está em seguimento pré-natal por diabetes gestacional com dieta nutricional fracionada orientada, diagnosticada por glicemia de jejum de 98 mg/dL no primeiro trimestre. Neste momento, com 26 semanas, retorna em bom estado geral, normotensa, abdome gravídico, AU de 25 cm, BCF+, IMC: 30 kg/m². Traz perfil glicêmico (em mg/dL):Com base nessas informações, a conduta indicada neste momento é:
DG com falha da dieta → iniciar insulinoterapia, Insulina NPH para controle basal.
Em gestantes com Diabetes Gestacional (DG) onde a dieta e o exercício não são suficientes para atingir os alvos glicêmicos, a insulinoterapia é a primeira linha de tratamento farmacológico. A insulina NPH é frequentemente a escolha inicial para o controle da glicemia de jejum e basal, sendo segura e eficaz na gestação.
O Diabetes Gestacional (DG) é uma condição comum que afeta gestantes, caracterizada pela intolerância à glicose diagnosticada ou que se inicia durante a gravidez. Seu diagnóstico precoce e manejo adequado são cruciais para prevenir complicações maternas e fetais, como macrossomia, hipoglicemia neonatal, pré-eclâmpsia e distocia de ombro. O rastreamento e diagnóstico são realizados no primeiro trimestre (glicemia de jejum) e entre 24-28 semanas (TTGO 75g). O tratamento inicial do DG sempre envolve modificações no estilo de vida, com dieta nutricional fracionada e atividade física regular. No entanto, se os alvos glicêmicos não forem atingidos após 1 a 2 semanas de adesão rigorosa a essas medidas, a terapia farmacológica deve ser iniciada. A insulina é a medicação de primeira escolha para o tratamento do DG no Brasil, devido à sua eficácia e segurança comprovada para a mãe e o feto, pois não atravessa a barreira placentária em quantidades significativas. Entre os tipos de insulina, a NPH é frequentemente utilizada para o controle da glicemia de jejum e para fornecer um controle basal. Em casos de elevações pós-prandiais persistentes, insulinas de ação rápida (como a regular ou análogos de ação rápida) podem ser adicionadas. É fundamental que residentes compreendam a progressão do tratamento do DG, priorizando a insulina quando a dieta falha, e saibam escolher o tipo de insulina adequado para cada perfil glicêmico, visando sempre o melhor desfecho materno-fetal.
O DG pode ser diagnosticado por uma glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL no primeiro trimestre, ou por um teste de tolerância à glicose oral (TTGO) de 75g entre 24-28 semanas com um ou mais valores alterados (jejum ≥ 92, 1h ≥ 180, 2h ≥ 153 mg/dL).
A insulinoterapia é indicada quando as modificações no estilo de vida (dieta e exercício físico) não são suficientes para manter os níveis glicêmicos dentro dos alvos estabelecidos (jejum < 95 mg/dL, 1h pós-prandial < 140 mg/dL, 2h pós-prandial < 120 mg/dL).
A insulina NPH é uma insulina de ação intermediária, utilizada principalmente para controlar a glicemia de jejum e fornecer um controle basal ao longo do dia, sendo uma das insulinas de primeira escolha na gestação devido à sua segurança e eficácia.
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