FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2024
Acerca do diagnóstico de diabetes na gestação, é correto afirmar que
Diabetes gestacional: glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL (em duas medidas) ou TOTG alterado (um valor alterado no 1-step).
O diagnóstico de diabetes gestacional é crucial para a saúde materno-fetal. Critérios como glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL em duas ocasiões ou um valor alterado no Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) de 75g são utilizados para sua identificação.
O diabetes gestacional (DG) é definido como qualquer grau de intolerância à glicose com início ou primeiro reconhecimento durante a gestação. É uma condição comum que afeta aproximadamente 10-20% das gestações, dependendo da população e dos critérios diagnósticos utilizados. Seu diagnóstico e manejo adequados são cruciais para prevenir complicações maternas e fetais, tanto a curto quanto a longo prazo. O rastreamento universal para DG é recomendado entre 24 e 28 semanas de gestação. O diagnóstico pode ser feito por diferentes abordagens. Uma das mais utilizadas é o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) com 75g de glicose, com medidas de glicemia em jejum, 1 hora e 2 horas. Pelo critério da IADPSG (International Association of Diabetes and Pregnancy Study Groups), um único valor alterado (jejum ≥ 92 mg/dL, 1h ≥ 180 mg/dL ou 2h ≥ 153 mg/dL) já é diagnóstico de DG. Alternativamente, algumas diretrizes consideram duas medidas de glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL como diagnóstico. O manejo do DG envolve principalmente modificações no estilo de vida, como dieta e exercícios físicos. Se o controle glicêmico não for alcançado com essas medidas, a insulinoterapia é a terapia de escolha. O acompanhamento rigoroso é essencial para monitorar o crescimento fetal e prevenir complicações como macrossomia, hipoglicemia neonatal, pré-eclâmpsia e distocia de ombro. A identificação precoce e o tratamento eficaz são pilares para um desfecho materno-fetal favorável.
O diagnóstico pode ser feito com glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL em duas ocasiões, ou através do Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) de 75g, onde um único valor alterado (jejum ≥ 92, 1h ≥ 180, 2h ≥ 153 mg/dL) já é diagnóstico.
O rastreamento universal é recomendado entre 24 e 28 semanas de gestação. Em gestantes com alto risco, o rastreamento pode ser feito mais precocemente, no primeiro trimestre.
As complicações incluem macrossomia fetal, hipoglicemia neonatal, icterícia, pré-eclâmpsia, parto prematuro, e maior risco de diabetes tipo 2 para a mãe e obesidade/diabetes para o filho no futuro.
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