UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2020
Mulher com 32 anos, primigesta, realiza segunda rotina de exames pré-natais durante a vigésima sexta semana de gestação. Os resultados relevantes são: glicemia de jejum = 91mg/dL; primeira hora 176mg/dL e segunda hora 162 mg/dL. A partir destes, a orientação mais adequada é:
DG (TOTG alterado) → Iniciar manejo não farmacológico: dieta + exercício (150 min/sem).
Os valores de glicemia (jejum 91, 1h 176, 2h 162) no TOTG de 75g na 26ª semana confirmam o diagnóstico de diabetes gestacional (critérios IADPSG: jejum ≥92, 1h ≥180, 2h ≥153, sendo necessário apenas um valor alterado). A primeira linha de tratamento é a terapia nutricional e o exercício físico, com recomendação de pelo menos 150 minutos de atividade aeróbica moderada por semana.
O diabetes gestacional (DG) é uma condição comum que afeta cerca de 10-20% das gestações, sendo definido como qualquer grau de intolerância à glicose que se inicia ou é diagnosticado pela primeira vez durante a gravidez. Seu rastreamento e diagnóstico são cruciais para prevenir complicações maternas (pré-eclâmpsia, parto prematuro, cesariana) e fetais (macrossomia, hipoglicemia neonatal, icterícia, síndrome do desconforto respiratório). O diagnóstico é geralmente realizado entre a 24ª e a 28ª semana de gestação através do Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) com 75g de glicose. Os critérios diagnósticos mais aceitos são os da IADPSG (International Association of Diabetes and Pregnancy Study Groups), que exigem apenas um valor alterado para o diagnóstico: glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL, glicemia de 1 hora ≥ 180 mg/dL ou glicemia de 2 horas ≥ 153 mg/dL. No caso da questão, a paciente apresenta glicemia de jejum 91mg/dL (normal), 1h 176mg/dL (normal, pois <180) e 2h 162 mg/dL (alterado, pois >153). Portanto, o diagnóstico de diabetes gestacional está confirmado pelo valor da glicemia de 2 horas. A primeira linha de tratamento para o diabetes gestacional é sempre o manejo não farmacológico, que inclui terapia nutricional individualizada e a prática regular de exercício físico. A recomendação é de pelo menos 150 minutos de atividade aeróbica de intensidade moderada por semana, distribuídos em 3 a 5 dias, com não mais de dois dias consecutivos sem exercício. A insulina é reservada para os casos em que as metas glicêmicas (jejum <95 mg/dL, 1h pós-prandial <140 mg/dL, 2h pós-prandial <120 mg/dL) não são atingidas após 1 a 2 semanas de adesão rigorosa às mudanças no estilo de vida. O residente deve estar apto a orientar as gestantes sobre essas medidas e a monitorar a resposta ao tratamento.
De acordo com os critérios IADPSG, o diabetes gestacional é diagnosticado se um ou mais dos seguintes valores forem atingidos ou excedidos: glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL, glicemia de 1 hora ≥ 180 mg/dL ou glicemia de 2 horas ≥ 153 mg/dL.
A primeira linha de tratamento é sempre não farmacológica, consistindo em terapia nutricional individualizada e a prática regular de exercício físico aeróbico moderado, totalizando pelo menos 150 minutos por semana.
A insulina é indicada se as metas glicêmicas não forem atingidas após 1 a 2 semanas de adesão rigorosa à terapia nutricional e ao exercício físico, ou em casos de hiperglicemia muito acentuada no diagnóstico.
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