HSJ - Hospital São Julião (MS) — Prova 2015
Não constitui fator de risco para diabetes gestacional:
História familiar de trombose NÃO é fator de risco para diabetes gestacional.
A história familiar de trombose não está diretamente relacionada com a fisiopatologia da resistência à insulina e disfunção das células beta pancreáticas, que são os mecanismos subjacentes ao diabetes gestacional. Os fatores de risco para diabetes gestacional incluem obesidade, idade materna avançada, história familiar de DM, macrossomia ou malformação fetal em gestação anterior, e glicemia de jejum elevada no início da gestação.
O diabetes gestacional (DG) é definido como qualquer grau de intolerância à glicose com início ou primeiro reconhecimento durante a gravidez. É uma condição comum que afeta aproximadamente 10-20% das gestações e está associada a riscos maternos e fetais significativos, como macrossomia, pré-eclâmpsia, parto prematuro e maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro. A identificação dos fatores de risco é crucial para o rastreamento e manejo precoce do DG. Os principais fatores de risco incluem idade materna avançada (>35 anos), obesidade pré-gestacional (IMC > 30 kg/m²), história familiar de diabetes mellitus (especialmente em parentes de primeiro grau), história de DG em gestação anterior, macrossomia fetal ou malformação congênita em gestação prévia, síndrome dos ovários policísticos e glicemia de jejum > 90 mg/dl no início da gestação. A história familiar de trombose, por outro lado, é um fator de risco para condições como trombofilias e eventos tromboembólicos, mas não tem relação direta com a fisiopatologia do diabetes gestacional, que envolve principalmente resistência à insulina e disfunção das células beta pancreáticas. Portanto, não constitui um fator de risco para DG.
Os principais fatores incluem obesidade, idade materna avançada, história familiar de diabetes mellitus, síndrome dos ovários policísticos, macrossomia fetal ou malformação em gestação anterior, e glicemia de jejum alterada no início da gravidez.
Uma glicemia de jejum acima de 90 mg/dl no primeiro trimestre, mesmo que não atinja critérios para diabetes pré-gestacional, indica uma predisposição à resistência à insulina e aumenta significativamente o risco de desenvolver diabetes gestacional.
Abortos de repetição, especialmente os de causa inexplicada ou com fetos malformados, podem estar associados a um controle glicêmico inadequado ou diabetes não diagnosticado, sendo um fator de risco para DG em gestações subsequentes.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo