INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2024
Analise as afirmativas abaixo sobre a diabetes na gestação e marque a incorreta:
Gestação: 1º trimestre ↑ sensibilidade insulina, 2º/3º trimestres ↓ sensibilidade insulina e ↑ necessidades.
A fisiologia da gestação envolve mudanças significativas no metabolismo da glicose. No primeiro trimestre, há uma tendência à hipoglicemia e aumento da sensibilidade à insulina. Nos segundo e terceiro trimestres, ocorre uma resistência fisiológica à insulina, levando a um aumento das necessidades de insulina e maior risco de hiperglicemia e cetoacidose diabética se não controlada.
O diabetes gestacional (DG) é definido como qualquer grau de intolerância à glicose com início ou primeiro reconhecimento durante a gravidez. É uma condição comum que afeta aproximadamente 10-20% das gestações, dependendo da população e dos critérios diagnósticos utilizados. A identificação e o manejo adequados são cruciais para prevenir complicações maternas e fetais, como macrossomia, hipoglicemia neonatal e pré-eclâmpsia. A fisiologia da gestação induz alterações significativas no metabolismo da glicose. No primeiro trimestre, há uma tendência à hipoglicemia e aumento da sensibilidade à insulina, possivelmente devido ao consumo fetal de glicose e à ação do estrogênio. No entanto, a partir do segundo e, principalmente, no terceiro trimestre, ocorre uma resistência fisiológica à insulina, mediada por hormônios placentários (lactogênio placentário, progesterona, cortisol), que visa garantir um suprimento adequado de glicose para o feto. Essa resistência aumenta as necessidades de insulina materna, e a falha do pâncreas em compensar resulta em hiperglicemia e DG. O diagnóstico do DG é tipicamente realizado entre 24 e 28 semanas de gestação através do Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) com 75g de glicose. Os valores de corte para DG são: jejum ≥ 92 mg/dL, 1 hora ≥ 180 mg/dL e 2 horas ≥ 153 mg/dL. Valores mais elevados em jejum (≥ 126 mg/dL) ou na 2ª hora (≥ 200 mg/dL) são compatíveis com diabetes mellitus prévio. O tratamento envolve dieta, exercícios e, se necessário, insulinoterapia. É importante ressaltar que a cetoacidose diabética pode ocorrer na gestação, especialmente em quadros de descompensação, e é uma emergência médica.
Segundo as diretrizes, no TOTG 75g entre 24-28 semanas, o diabetes gestacional é diagnosticado se a glicemia for ≥ 92 mg/dL em jejum, ≥ 180 mg/dL na 1ª hora, ou ≥ 153 mg/dL na 2ª hora, sendo necessário apenas um valor alterado.
A gestação induz uma resistência fisiológica à insulina, principalmente nos 2º e 3º trimestres, devido à ação de hormônios como lactogênio placentário, progesterona e cortisol. Isso leva a um aumento da glicemia pós-prandial e maior demanda de insulina pelo pâncreas materno.
As complicações incluem macrossomia fetal, hipoglicemia neonatal, icterícia, síndrome do desconforto respiratório, pré-eclâmpsia, parto prematuro e aumento do risco de diabetes tipo 2 para a mãe e o filho no futuro.
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