HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2020
Em relação ao diabetes gestacional, qual das afirmações abaixo é correta:
Diabetes gestacional não controlado, especialmente com macrossomia, ↑ risco de óbito fetal intrauterino.
O diabetes gestacional (DMG) é frequentemente assintomático e seu diagnóstico ocorre geralmente no segundo ou terceiro trimestre. A complicação mais grave associada ao DMG mal controlado é o risco aumentado de óbito fetal intrauterino, especialmente em casos de macrossomia, devido a alterações metabólicas e hipóxia crônica.
O diabetes gestacional (DMG) é uma condição de intolerância à glicose que se inicia ou é diagnosticada pela primeira vez durante a gravidez. Sua prevalência varia, mas é uma das complicações médicas mais comuns da gestação, afetando cerca de 10-20% das gestantes no Brasil. O DMG é de suma importância clínica devido aos seus potenciais impactos negativos tanto para a mãe quanto para o feto, incluindo um risco aumentado de desenvolvimento de diabetes tipo 2 no futuro para a mãe e diversas complicações perinatais para o bebê. A fisiopatologia do DMG envolve a resistência à insulina, exacerbada pelos hormônios placentários, que leva a uma incapacidade do pâncreas materno de produzir insulina suficiente para compensar essa resistência. O diagnóstico é geralmente realizado entre a 24ª e a 28ª semana de gestação através do teste de tolerância à glicose oral (TTGO). É crucial suspeitar de DMG em pacientes com fatores de risco como obesidade, idade avançada, histórico familiar de diabetes ou macrossomia em gestação anterior. A hiperglicemia materna leva à hiperglicemia fetal, resultando em hiperinsulinemia fetal e, consequentemente, em macrossomia e outras complicações. O tratamento inicial do DMG foca em mudanças no estilo de vida, como dieta balanceada e exercícios físicos. Se as metas glicêmicas não forem atingidas, a insulinoterapia é a próxima etapa, sendo a medicação de escolha para o controle glicêmico na gestação. Complicações como macrossomia fetal aumentam o risco de distocia de ombro, hipoglicemia neonatal, icterícia e, em casos mais graves e mal controlados, óbito fetal intrauterino. O monitoramento fetal rigoroso é essencial para prevenir essas complicações, incluindo ultrassonografias seriadas para avaliar o crescimento fetal e testes de vitalidade fetal.
Os principais fatores de risco incluem obesidade materna pré-gestacional, idade materna avançada (>35 anos), história familiar de diabetes tipo 2, história de diabetes gestacional em gestação anterior, macrossomia fetal em gestação prévia, síndrome dos ovários policísticos e etnia de alto risco.
O diabetes gestacional é tipicamente rastreado e diagnosticado entre a 24ª e a 28ª semana de gestação, através do teste de tolerância à glicose oral (TTGO) com 75g de glicose. Em pacientes de alto risco, o rastreamento pode ser feito mais precocemente.
A primeira linha de tratamento para o diabetes gestacional é a terapia nutricional e a prática de exercícios físicos regulares. A insulina é introduzida se as metas glicêmicas não forem atingidas com as modificações de estilo de vida, sendo a medicação de escolha para controle glicêmico na gestação.
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