SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Sobre o acompanhamento da gestante diabética, é INCORRETO afirmar que
Gestante diabética: dietas restritivas (<1500 kcal/dia) são CONTRAINDICADAS, pois aumentam risco de cetose e complicações materno-fetais.
No acompanhamento da gestante diabética, a nutrição é pilar fundamental, mas dietas muito restritivas (abaixo de 1500-1800 kcal/dia) são prejudiciais. Elas podem induzir cetose, que é teratogênica e aumenta o risco de complicações maternas e fetais, como restrição de crescimento intrauterino e desnutrição. O foco é uma dieta balanceada e individualizada.
O acompanhamento da gestante diabética é um pilar fundamental na obstetrícia, visando otimizar o controle glicêmico e prevenir complicações maternas e fetais. O diabetes gestacional, ou o diabetes pré-gestacional, exige uma abordagem multidisciplinar que inclui monitoramento rigoroso, aconselhamento nutricional, atividade física e, se necessário, terapia farmacológica. A educação da paciente sobre a importância do autocuidado é primordial. As recomendações nutricionais são calculadas individualmente, mas sempre visam uma dieta balanceada que forneça os nutrientes necessários sem causar hiperglicemia. Dietas restritivas, especialmente aquelas com menos de 1.500 kcal/dia, são contraindicadas, pois podem levar à cetose, um estado metabólico que pode ser prejudicial ao desenvolvimento fetal e aumentar o risco de complicações como o parto prematuro. O foco é na qualidade dos carboidratos, distribuição das refeições e controle das porções. Além da dieta, o monitoramento do perfil glicêmico com metas específicas (jejum < 95 mg/dL, 1h pós-prandial < 140 mg/dL, 2h pós-prandial < 120 mg/dL) é crucial. Alterações na dose de insulina são comuns ao longo da gestação devido às mudanças hormonais e metabólicas. A triagem para bacteriúria assintomática através da urocultura também é uma prática padrão, pois infecções urinárias são mais frequentes e podem levar a complicações graves se não tratadas. O manejo adequado da gestante diabética impacta diretamente o prognóstico materno-fetal.
As recomendações nutricionais devem ser individualizadas, com uma dieta balanceada que geralmente inclui 40-55% de carboidratos complexos, 15-20% de proteínas e 30-40% de lipídeos. O objetivo é controlar a glicemia sem comprometer o aporte calórico e nutricional necessário para a gestação.
As metas glicêmicas são: glicemia de jejum menor que 95 mg/dL, glicemia pós-prandial de 1 hora menor que 140 mg/dL e glicemia pós-prandial de 2 horas menor que 120 mg/dL. O controle rigoroso é fundamental para prevenir complicações maternas e fetais.
A urocultura é importante para diagnosticar bacteriúria assintomática, que é mais comum em gestantes diabéticas e aumenta o risco de pielonefrite, parto prematuro e outras complicações. O tratamento precoce da bacteriúria assintomática é essencial para prevenir infecções urinárias sintomáticas.
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