UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025
Mulher, 32 anos de idade, primigesta, na 12ª semana de gestação, está realizando pré-natal em Unidade Básica de Saúde. Exame físico: PA 120 x 80 mmHg, ausência de edemas. Exame obstétrico: útero aumentado para 12 semanas, batimentos cardíacos fetais = 144 bpm ao sonar. A glicemia de jejum apresenta resultado de 90 mg/dL. Qual é a conduta mais adequada?
Glicemia de jejum normal no 1º trimestre → rastreamento DG com TTGO 75g entre 24-28 semanas.
A glicemia de jejum de 90 mg/dL no primeiro trimestre está dentro da normalidade (< 92 mg/dL), não indicando diabetes gestacional precoce. O rastreamento universal para diabetes gestacional é padronizado para ocorrer entre a 24ª e a 28ª semana de gestação, utilizando o teste de tolerância à glicose oral (TTGO) com 75g de glicose.
O diabetes gestacional (DG) é definido como qualquer grau de intolerância à glicose com início ou primeiro reconhecimento durante a gravidez. É uma condição comum que afeta aproximadamente 10-20% das gestações e está associada a riscos maternos e fetais significativos se não for diagnosticada e tratada adequadamente. O rastreamento e diagnóstico precoce são cruciais para um bom prognóstico. No primeiro trimestre, a glicemia de jejum é utilizada para identificar diabetes pré-existente ou DG precoce. Valores de glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL (mas < 126 mg/dL) são diagnósticos de DG. Se a glicemia de jejum for normal (< 92 mg/dL), o rastreamento universal para DG é realizado entre a 24ª e a 28ª semana de gestação. O método padrão para o rastreamento universal é o Teste de Tolerância à Glicose Oral (TTGO) com 75g de glicose, com dosagens em jejum, 1 e 2 horas após a ingestão. Os pontos de corte para diagnóstico são: jejum ≥ 92 mg/dL, 1 hora ≥ 180 mg/dL, 2 horas ≥ 153 mg/dL. A presença de pelo menos um valor alterado confirma o diagnóstico de DG. O manejo envolve dieta, exercícios e, se necessário, insulinoterapia.
Uma glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL no primeiro trimestre já é diagnóstica de diabetes gestacional. Se for ≥ 126 mg/dL, é diabetes mellitus pré-existente.
A resistência à insulina, característica da diabetes gestacional, é mais pronunciada no segundo e terceiro trimestres devido ao aumento dos hormônios placentários, tornando este período ideal para o rastreamento.
Para a mãe, aumenta o risco de pré-eclâmpsia, parto prematuro e diabetes tipo 2 futura. Para o bebê, macrossomia, hipoglicemia neonatal, icterícia, distocia de ombro e maior risco de obesidade e diabetes na vida adulta.
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