Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2022
O diabetes tem aumentado sua incidência na população, inclusive nas mulheres na fase de gestação, tornando-se um desafio para o cuidado do binômio mãe e bebê na vigência dessa patologia. Sobre a ocorrência da gestação e diabetes, assinale a alternativa correta.
Diabetes na gestação: vasculopatia e nefropatia pioram prognóstico, além do controle glicêmico.
O diabetes na gestação, seja pré-existente ou gestacional, exige controle rigoroso. Além dos níveis glicêmicos, a presença de complicações crônicas como vasculopatia e nefropatia diabética impacta significativamente o prognóstico materno-fetal, aumentando riscos de pré-eclâmpsia, restrição de crescimento intrauterino e parto prematuro.
O diabetes na gestação, seja ele pré-existente (diabetes mellitus pré-gestacional) ou desenvolvido durante a gravidez (diabetes gestacional), representa um desafio significativo para a saúde materno-fetal. A hiperglicemia, especialmente no primeiro trimestre, é teratogênica, aumentando o risco de malformações congênitas e abortamento espontâneo. O controle glicêmico rigoroso é a pedra angular do manejo. Além do controle glicêmico, a presença de complicações crônicas do diabetes, como a vasculopatia e a nefropatia diabética, impacta drasticamente o prognóstico da gestação. A vasculopatia pode levar a problemas placentários, resultando em restrição de crescimento intrauterino e pré-eclâmpsia. A nefropatia, por sua vez, pode piorar a função renal materna e aumentar o risco de pré-eclâmpsia grave. Para residentes, é crucial compreender que o manejo da gestante diabética vai além da simples monitorização da glicemia. Uma avaliação completa das complicações crônicas, um acompanhamento multidisciplinar e um planejamento pré-concepcional adequado são essenciais para otimizar os resultados para mãe e bebê, minimizando os riscos associados a essa patologia.
Um mau controle glicêmico no primeiro trimestre, especialmente em pacientes com diabetes mellitus prévio, aumenta significativamente o risco de abortamento espontâneo e malformações congênitas graves no feto, devido à teratogenicidade da hiperglicemia.
A vasculopatia e a nefropatia diabética podem levar a complicações maternas como pré-eclâmpsia, hipertensão crônica e insuficiência renal progressiva. Para o feto, aumentam os riscos de restrição de crescimento intrauterino, prematuridade e sofrimento fetal.
Embora o teste de tolerância oral à glicose (TOTG) seja o método padrão, os critérios diagnósticos para diabetes gestacional podem variar entre as diferentes sociedades médicas (ex: ADA, IADPSG), não havendo um consenso mundial único sobre os valores de corte.
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