Sarampo em Lactentes: Imunidade Materna e Prevenção

Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2022

Enunciado

Em 08 de dezembro de 2021 a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SESRJ) emitiu um alerta devido à confirmação de um caso de sarampo na cidade do Rio de Janeiro. O caso foi de um lactente de nove meses de idade, não vacinado e residente do município do Rio de Janeiro, que não tinha registro de doenças pré-existentes, nem viagens e nem contato com caso suspeito. O que podemos afirmar sobre o sarampo?

Alternativas

  1. A) A transmissibilidade ocorre após aparecimento do exantema;
  2. B) Lactentes cujas mães já tiveram sarampo ou foram vacinadas podem ter imunidade passiva dada por anticorpos transmitidos por via transplacentária;
  3. C) É recomendado a realização de exame sorológico para detecção de anticorpos IgM no sangue nos casos suspeitos até quatro dias do aparecimento do exantema;
  4. D) Bloqueio vacinal não é recomendado pelo sistema de vigilância epidemiológica.

Pérola Clínica

Sarampo: Imunidade passiva materna protege lactentes por anticorpos transplacentários; transmissibilidade antes do exantema.

Resumo-Chave

Lactentes nascidos de mães imunes ao sarampo (por infecção prévia ou vacinação) recebem anticorpos protetores via transplacentária, conferindo imunidade passiva que geralmente dura até os 6-9 meses de idade. Esta imunidade é crucial para proteger o bebê antes que ele possa receber a primeira dose da vacina tríplice viral.

Contexto Educacional

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, altamente contagiosa, causada por um vírus RNA da família Paramyxoviridae. Apesar da existência de uma vacina eficaz, surtos ainda ocorrem, especialmente em populações com baixa cobertura vacinal. A doença é caracterizada por febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e exantema maculopapular. A imunidade passiva, transmitida da mãe para o lactente via transplacentária, protege o bebê nos primeiros meses de vida. Essa proteção é crucial, pois a vacinação de rotina contra o sarampo é iniciada geralmente aos 12 meses. O período de transmissibilidade do sarampo começa antes do exantema e se estende por alguns dias após seu aparecimento. O diagnóstico é clínico-epidemiológico e confirmado por exames sorológicos (IgM) ou moleculares (RT-PCR). A prevenção é feita pela vacinação. Em casos de surto, o bloqueio vacinal e a vigilância epidemiológica são medidas essenciais para conter a disseminação da doença.

Perguntas Frequentes

Qual o período de maior transmissibilidade do sarampo?

O sarampo é mais transmissível nos 4 dias antes do aparecimento do exantema e nos 4 dias após o início do exantema.

Quando é recomendada a primeira dose da vacina tríplice viral no Brasil?

No Brasil, a primeira dose da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) é recomendada aos 12 meses de idade, com a segunda dose aos 15 meses. Em situações de surto, pode ser antecipada para 6 meses.

Como é feito o diagnóstico laboratorial de sarampo em casos suspeitos?

O diagnóstico laboratorial de sarampo é feito pela detecção de anticorpos IgM específicos para sarampo no soro, coletados a partir do quarto dia do início do exantema, ou pela detecção do RNA viral por RT-PCR.

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