HFCF - Hospital Federal Cardoso Fontes (RJ) — Prova 2015
Em relação a sedação e analgesia é correto afirmar:
Dexmedetomidina (agonista alfa-2) → sedação consciente com pouca instabilidade hemodinâmica.
A dexmedetomidina é valorizada em terapia intensiva por sua capacidade de promover sedação cooperativa e analgesia, com menor impacto na hemodinâmica e sem depressão respiratória significativa, em comparação com benzodiazepínicos e propofol.
A sedação e analgesia em pacientes críticos são pilares fundamentais da terapia intensiva, visando conforto, redução do estresse metabólico e facilitação de procedimentos. A escolha do agente sedativo ideal depende de múltiplos fatores, incluindo o perfil do paciente, comorbidades e os efeitos farmacológicos desejados, sendo crucial para o manejo adequado e a prevenção de complicações. A dexmedetomidina, um agonista alfa-2 adrenérgico, destaca-se por seu mecanismo de ação único, que promove sedação consciente e analgesia sem a depressão respiratória significativa associada a outros sedativos. Sua ação no sistema nervoso central, especificamente no locus coeruleus, resulta em um estado de sedação que permite a interação do paciente, facilitando a avaliação neurológica e o desmame ventilatório. Embora seja uma opção valiosa, é importante estar atento aos seus efeitos adversos, como bradicardia e hipotensão, que, embora menos frequentes e intensos que com outros agentes, podem ocorrer. O conhecimento aprofundado sobre os diferentes sedativos, como midazolam, propofol e fentanil, e suas respectivas farmacocinéticas e farmacodinâmicas, é essencial para a tomada de decisão clínica e otimização do cuidado ao paciente grave.
A dexmedetomidina é um agonista seletivo dos receptores alfa-2 adrenérgicos, atuando no locus coeruleus para induzir sedação e analgesia, com mínima depressão respiratória.
Suas principais vantagens incluem a capacidade de promover sedação cooperativa, analgesia e menor impacto na função respiratória e hemodinâmica, sendo útil em pacientes críticos.
Embora seja considerada segura, pode causar bradicardia e hipotensão, especialmente com doses elevadas ou infusão rápida, exigindo monitoramento cuidadoso.
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