FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2023
Paciente, 65 anos, sexo masculino, deu entrada na emergência com queixa de febre, calafrios e tosse há quatro dias. Refere que neste período a temperatura axilar chegou a atingir 40o C, apresentou um episódio de vômito, relata diminuição no volume urinário e prostração, recebe o diagnóstico de sepse e disfunção múltipla de órgãos. Diante da conclusão, uma variável inflamatória para o caso é:
Leucocitose (>12.000/mm³) é uma variável inflamatória chave no diagnóstico de sepse.
A sepse é uma disfunção orgânica ameaçadora à vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro à infecção. Variáveis inflamatórias, como a leucocitose, são indicadores importantes da resposta sistêmica do corpo à infecção e são utilizadas nos critérios diagnósticos de sepse.
A sepse é uma condição clínica grave, definida como uma disfunção orgânica ameaçadora à vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção. É uma das principais causas de mortalidade em hospitais e exige reconhecimento e tratamento rápidos. A disfunção múltipla de órgãos é uma complicação comum e grave da sepse, resultando em falência de sistemas orgânicos vitais. O diagnóstico precoce é crucial e baseia-se na identificação de uma infecção e na presença de disfunção orgânica, muitas vezes avaliada por escores como o SOFA (Sequential Organ Failure Assessment) ou qSOFA (quick SOFA). As variáveis inflamatórias desempenham um papel central no reconhecimento da sepse. A leucocitose, definida como uma contagem de leucócitos acima de 12.000/mm³, é um dos indicadores mais comuns da resposta inflamatória sistêmica do corpo à infecção. Outras variáveis incluem leucopenia (< 4.000/mm³), desvio à esquerda (aumento de formas jovens de neutrófilos), febre ou hipotermia, taquicardia e taquipneia. Essas variáveis, quando presentes em conjunto com uma fonte de infecção, sinalizam a necessidade de investigação e manejo imediato. É importante diferenciar as variáveis inflamatórias dos marcadores de hipoperfusão ou disfunção orgânica. Enquanto a leucocitose reflete a resposta imune, a hiperlactatemia e a redução do enchimento capilar são sinais de hipoperfusão tecidual e choque, indicando a gravidade da sepse. O manejo da sepse envolve a administração precoce de antibióticos de amplo espectro, ressuscitação volêmica com cristaloides, e, se necessário, uso de vasopressores para manter a pressão arterial. Residentes devem estar aptos a identificar rapidamente esses sinais e iniciar as medidas de suporte para melhorar o prognóstico do paciente.
As principais variáveis inflamatórias incluem leucocitose (contagem de leucócitos > 12.000/mm³) ou leucopenia (< 4.000/mm³), desvio à esquerda (> 10% de bastonetes), proteína C reativa (PCR) elevada e procalcitonina elevada. A febre ou hipotermia também são consideradas variáveis inflamatórias.
A leucocitose é um dos critérios clássicos de Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS) e indica uma resposta do sistema imune à infecção. No contexto de uma infecção suspeita ou confirmada, a presença de leucocitose (> 12.000/mm³) sugere uma resposta inflamatória sistêmica, contribuindo para o diagnóstico de sepse.
Variáveis inflamatórias (como leucocitose) refletem a resposta do hospedeiro à infecção. Marcadores de disfunção orgânica (como hiperlactatemia, redução do débito urinário, alteração do nível de consciência, redução do enchimento capilar) indicam que a resposta inflamatória está causando danos aos órgãos, caracterizando a sepse e, se grave, o choque séptico.
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