Determinantes Sociais da Saúde: Conceitos e Modelos

ICEPI - Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ES) — Prova 2021

Enunciado

Em conformidade com BORGHI, OLIVEIRA e SEVALHO, em relação aos determinantes sociais de saúde na América Latina, analisar a sentença a seguir: A determinação social do processo saúde-doença é um constructo acadêmico herdeiro do modelo histórico-social, enquanto os determinantes sociais da saúde são as concepções que derivam dos outros modelos teóricos (1ª parte). López-Arellano e Saint Martin identificam que os três momentos de desenvolvimento do modelo histórico-social na América Latina e Brasil não estão relacionados  com o desenvolvimento histórico e econômico, pois a transição de um modelo para o outro se processou de modo dirigido à manutenção do status quo (2ª parte). Na segunda fase do desenvolvimento do modelo histórico-social, tem-se, no plano epidemiológico, o acréscimo das doenças crônico-degenerativas às ainda prevalentes infectocontagiosas (3ª parte). A sentença está:

Alternativas

  1. A) Totalmente correta.
  2. B) Correta somente em suas 1ª e 2ª partes.
  3. C) Correta somente em suas 1ª e 3ª partes.
  4. D) Correta comente em suas 2ª e 3ª partes.
  5. E) Totalmente incorreta.

Pérola Clínica

Determinação Social (modelo histórico-social) ≠ Determinantes Sociais (outros modelos). A 2ª fase do modelo histórico-social inclui crônico-degenerativas + infectocontagiosas.

Resumo-Chave

A distinção entre 'determinação social do processo saúde-doença' (ligada ao modelo histórico-social) e 'determinantes sociais da saúde' (ligada a outros modelos) é crucial. O modelo histórico-social na América Latina evoluiu, e sua segunda fase já incorporava o aumento das doenças crônico-degenerativas junto às infecciosas.

Contexto Educacional

No campo da Saúde Coletiva, é fundamental distinguir entre 'determinantes sociais da saúde' (DSS) e 'determinação social do processo saúde-doença'. Enquanto os DSS são um conceito mais abrangente, frequentemente associado a modelos como o de Dahlgren e Whitehead, que mapeiam camadas de influência sobre a saúde, a 'determinação social' é um constructo teórico mais específico, herdeiro do modelo histórico-social. Este último busca compreender as raízes estruturais e históricas das iniquidades em saúde, analisando como as relações de produção e as classes sociais impactam o processo saúde-doença. O modelo histórico-social teve um desenvolvimento particular na América Latina e no Brasil, com diferentes fases que refletem as transformações sociais e econômicas da região. É crucial entender que o desenvolvimento dessas fases está intrinsecamente relacionado ao contexto histórico e econômico, e não de forma desvinculada ou apenas para manutenção do status quo. A segunda fase desse modelo, em particular, é marcada por uma complexificação do perfil epidemiológico, onde as doenças crônico-degenerativas começam a se somar às doenças infectocontagiosas, que ainda eram prevalentes. Essa compreensão aprofundada é essencial para residentes e profissionais que atuam na formulação e implementação de políticas de saúde, permitindo uma análise mais crítica e contextualizada dos problemas de saúde pública.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença conceitual entre 'determinantes sociais da saúde' e 'determinação social do processo saúde-doença'?

Determinantes sociais da saúde' é um conceito mais amplo, que abrange fatores sociais, econômicos e ambientais que influenciam a saúde. 'Determinação social do processo saúde-doença' é um constructo mais crítico, derivado do modelo histórico-social, que enfatiza as raízes estruturais e históricas das iniquidades em saúde.

Como o modelo histórico-social em saúde se desenvolveu na América Latina?

O modelo histórico-social na América Latina se desenvolveu em fases, buscando analisar a saúde-doença em sua relação com as estruturas sociais, econômicas e políticas, e como essas interações moldam os perfis epidemiológicos.

Quais são as características epidemiológicas da segunda fase do modelo histórico-social?

Na segunda fase do desenvolvimento do modelo histórico-social, observa-se o acréscimo das doenças crônico-degenerativas ao perfil epidemiológico, que ainda mantinha a prevalência de doenças infectocontagiosas, refletindo a complexidade da transição epidemiológica.

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