UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2016
Medicina Preventiva - Bárbara D’Alegria - O conjunto de determinantes sociais do processo saúde-adoecimento foi sistematizado em 1992, por Dahlgren e Whitehead, a partir do paradigma da promoção da saúde. Por este conceito, são determinantes distais, intermediários e proximais, respectivamente:
Modelo Dahlgren & Whitehead: Distais (macrossociais) → Intermediários (condições de vida) → Proximais (individuais).
O modelo de Dahlgren e Whitehead organiza os determinantes sociais da saúde em camadas concêntricas, indo dos fatores macrossociais (distais) aos individuais (proximais), mostrando a complexa interação que influencia o processo saúde-doença.
O modelo dos determinantes sociais da saúde de Dahlgren e Whitehead, proposto em 1992, é uma ferramenta fundamental para a compreensão das complexas interações que influenciam o processo saúde-doença. Ele organiza esses determinantes em camadas concêntricas, partindo de fatores mais amplos e distais até os mais próximos e individuais, enfatizando que a saúde não é apenas resultado de escolhas pessoais, mas de um contexto social, econômico e ambiental. As camadas incluem: fatores socioeconômicos, culturais e ambientais gerais (distais, como distribuição de renda, políticas macroeconômicas); condições de vida e trabalho (intermediários, como habitação, saneamento, acesso a alimentos, educação, serviços de saúde); redes sociais e comunitárias (também intermediários); e fatores individuais e estilo de vida (proximais, como herança genética, idade, sexo, comportamentos de saúde). Compreender este modelo é crucial para profissionais de saúde, especialmente em Medicina Preventiva e Saúde Coletiva, pois permite identificar as raízes das iniquidades em saúde e desenvolver intervenções que atuem em múltiplos níveis, desde políticas públicas que promovam a equidade social até ações comunitárias e individuais de promoção da saúde.
O modelo descreve camadas concêntricas: fatores socioeconômicos, culturais e ambientais gerais (distais), condições de vida e trabalho, acesso a serviços (intermediários), e fatores individuais e estilo de vida (proximais).
O estudo dos determinantes sociais permite compreender as causas das iniquidades em saúde, direcionar políticas públicas eficazes e promover a saúde de forma mais abrangente, atuando nas raízes dos problemas.
A distribuição de renda é um determinante distal, pois afeta diretamente as condições de vida, acesso a recursos, educação e oportunidades, impactando a saúde da população em um nível macrossocial.
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