UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2020
Em relação aos determinantes sociais ou gerais do processo saúde-doença-atenção em uma coletividade determinada, é correto afirmar:
Desigualdade de renda é determinante social da saúde; sua redução favorece a saúde coletiva.
Os determinantes sociais da saúde, como a desigualdade de renda, são fatores não biológicos que influenciam diretamente o processo saúde-doença. A redução dessas desigualdades é uma estratégia fundamental para melhorar os indicadores de saúde de uma população.
Os determinantes sociais da saúde (DSS) são um conceito central na saúde coletiva e na compreensão do processo saúde-doença-atenção. Eles representam as condições sociais, econômicas, culturais e ambientais em que as pessoas nascem, crescem, vivem, trabalham e envelhecem, e que influenciam diretamente seu estado de saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que esses determinantes são mais importantes que os fatores biológicos individuais na determinação da saúde de uma população. A desigualdade de renda é um dos DSS mais impactantes. Pesquisas demonstram consistentemente que sociedades com maiores disparidades de renda apresentam piores indicadores de saúde, não apenas para os estratos mais pobres, mas para a população como um todo. A redução dessas desigualdades, por meio de políticas públicas que promovam a equidade e o acesso a bens e serviços essenciais, é uma ação fundamental para favorecer a saúde e o bem-estar coletivo. Para o residente, entender os DSS é crucial para uma abordagem integral do paciente e da comunidade. Isso permite ir além da doença individual e considerar os fatores contextuais que moldam a saúde, informando a prática clínica e a defesa de políticas de saúde mais justas e eficazes. A epigenética, por exemplo, vem reforçando a importância do ambiente social e físico-químico na saúde, mostrando como as condições de vida podem modular a expressão gênica e influenciar o risco de doenças.
Os determinantes sociais da saúde (DSS) são as condições sociais em que as pessoas vivem e trabalham, que afetam sua saúde. Incluem fatores como renda, educação, moradia, saneamento, acesso a serviços de saúde, alimentação e ambiente de trabalho.
A desigualdade de renda afeta a saúde ao limitar o acesso a recursos essenciais (alimentação saudável, moradia segura, educação de qualidade), aumentar o estresse psicossocial e reduzir a coesão social, resultando em piores indicadores de saúde para toda a população, não apenas para os mais pobres.
A epigenética demonstra como o ambiente social e físico-químico pode influenciar a expressão gênica sem alterar a sequência do DNA. Isso reforça a importância dos DSS, mostrando que as experiências de vida e o contexto social podem ter impactos duradouros na saúde, inclusive transgeracionais.
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