ICEPI - Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ES) — Prova 2022
De acordo com BORGHI, OLIVEIRA e SEVALHO, o determinismo é ressaltado como traço fundamental da concepção de determinantes sociais da Saúde da OMS. Os autores recorrem a uma perspectiva histórica para entender como o determinismo veio a posicionar-se no cerne da ciência moderna, sintetizando algumas das principais observações feitas por Peñaranda e Rendón (2013) ao explorarem filosoficamente atenção determinismo/indeterminismo dos gregos até à atualidade. Sobre esse assunto assinale a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE: Os autores identificam duas visões contrárias entre os pré-socráticos: a monista, na qual se propõe a_______________ do ser e o pensar e se concebe a realidade como_______________ e determinada em todos os aspectos; e a pluralista, para qual existem vários princípios e um universo_______________
Pré-socráticos: monista = unidade ser/pensar, realidade estática; pluralista = universo em movimento.
A questão aborda conceitos filosóficos sobre determinismo e indeterminismo desde os pré-socráticos, relevantes para entender as bases teóricas dos determinantes sociais da saúde. A visão monista enfatiza a unidade e uma realidade estática, enquanto a pluralista aceita múltiplos princípios e um universo dinâmico.
Os Determinantes Sociais da Saúde (DSS) são as condições sociais em que as pessoas vivem e trabalham, que impactam diretamente sua saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) ressalta o determinismo como um traço fundamental nessa concepção, indicando que a saúde não é apenas resultado de escolhas individuais, mas de um complexo arranjo de fatores sociais. Para compreender a profundidade do determinismo na ciência moderna e na saúde, é útil recorrer à filosofia antiga. Os pré-socráticos, por exemplo, já debatiam a natureza da realidade. A visão monista defendia a unidade do ser e do pensar, concebendo a realidade como estática e totalmente determinada. Em contraste, a visão pluralista postulava a existência de múltiplos princípios e um universo em constante movimento, introduzindo elementos de indeterminismo. Essa perspectiva histórica é crucial para estudantes e profissionais de medicina, pois permite uma análise mais crítica das abordagens em saúde pública. Entender as raízes filosóficas do determinismo ajuda a contextualizar as políticas de saúde e a reconhecer a complexidade das interações entre fatores sociais, biológicos e ambientais na determinação do processo saúde-doença, indo além de uma visão puramente biomédica.
O determinismo, ao propor que eventos são causalmente determinados, influencia a compreensão de como fatores sociais, econômicos e ambientais predispõem à saúde ou doença, guiando intervenções em saúde pública.
A visão monista propõe a unidade do ser e do pensar e concebe a realidade como estática e determinada, enquanto a pluralista defende a existência de múltiplos princípios e um universo em constante movimento.
Autores como Borghi, Oliveira e Sevalho, baseando-se em Peñaranda e Rendón, exploram a evolução filosófica do determinismo e sua aplicação na compreensão dos determinantes sociais da saúde.
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