HSL Copacabana - Hospital São Lucas Copacabana (RJ) — Prova 2021
Segundo a Organização Mundial da Saúde, são princípios gerais e pré-requisitos para a implementação de intervenções sobre os determinantes sociais da saúde, EXCETO:
Intervenções em DSS exigem trabalho contínuo e coordenado, não intermitente, com foco na equidade.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza que as intervenções sobre os Determinantes Sociais da Saúde (DSS) devem ser contínuas, coordenadas e integradas, com o objetivo de promover a equidade. A alternativa A, que sugere 'implementação intermitente', é o oposto do que é recomendado, pois a mudança social e de saúde exige persistência e consistência.
Os Determinantes Sociais da Saúde (DSS) são as condições em que as pessoas nascem, crescem, vivem, trabalham e envelhecem, e que influenciam diretamente seu estado de saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem enfatizado a importância de abordar os DSS para reduzir as iniquidades em saúde e promover a equidade. Para residentes, compreender os DSS é essencial para uma prática médica que vá além do modelo biomédico e considere o contexto social dos pacientes. A OMS estabelece princípios e pré-requisitos para a implementação de intervenções eficazes sobre os DSS. Entre eles, destacam-se a necessidade de conscientização pública sobre as iniquidades, a priorização da distribuição equitativa do bem-estar e da saúde como meta governamental e social, e a coordenação intersetorial das ações. É fundamental que essas intervenções não funcionem como 'programas' isolados, mas como estratégias integradas e contínuas. A alternativa incorreta da questão aponta para a 'implementação intermitente' do trabalho a longo prazo. No entanto, a natureza complexa e enraizada dos DSS exige um compromisso contínuo e persistente, com ações sustentadas ao longo do tempo, e não intervenções esporádicas. A mudança social e a redução das iniquidades são processos lentos que demandam consistência e articulação de políticas públicas e ações comunitárias.
Os DSS são as condições sociais, econômicas, ambientais e culturais em que as pessoas vivem e trabalham, que influenciam diretamente sua saúde e bem-estar, como renda, educação e moradia.
A coordenação intersetorial é crucial porque os DSS são multifatoriais e exigem a atuação conjunta de diferentes setores (saúde, educação, assistência social, urbanismo) para abordar suas complexas raízes.
A conscientização pública sobre as iniquidades e os DSS é vital para gerar apoio social e político para políticas e intervenções que visem reduzir as desigualdades em saúde, promovendo a participação cidadã.
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