AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2020
Os pais de um jovem de 19 anos, que sofreu um acidente automobilístico há 48 horas são informados, pela equipe do hospital, que serão iniciados os procedimentos para determinação de morte encefálica de seu filho e pedem a presença do médico de confiança da família. Neste caso o hospital:
Determinação de Morte Encefálica → Família pode indicar médico para acompanhamento, mas não para participar da avaliação oficial.
A legislação brasileira permite que a família indique um médico de sua confiança para acompanhar o processo de determinação de morte encefálica, mas este profissional não participa da equipe avaliadora oficial. A responsabilidade pela avaliação é da equipe do hospital, seguindo rigorosos protocolos.
A determinação de morte encefálica (ME) é um diagnóstico clínico e legal crucial, que estabelece o fim irreversível das funções encefálicas, incluindo o tronco cerebral. É fundamental para a decisão de desligamento de suporte e para a possibilidade de doação de órgãos. No Brasil, a Resolução CFM nº 2.173/2017 regulamenta o processo, exigindo a participação de médicos com experiência e sem vínculo com o paciente ou receptor. O diagnóstico de ME baseia-se em critérios clínicos rigorosos: coma aperceptivo, ausência de reflexos de tronco encefálico e teste de apneia positivo. Além disso, são necessários exames complementares que comprovem a ausência de fluxo sanguíneo cerebral ou atividade elétrica, como eletroencefalograma ou doppler transcraniano. A confirmação da ME é um processo sério que exige a observação de um período de tempo específico e a realização de duas avaliações clínicas por médicos diferentes. A família tem o direito de ser informada e de indicar um médico de sua confiança para acompanhar o processo, garantindo transparência e confiança. No entanto, este médico não pode fazer parte da equipe que realiza o diagnóstico de ME. Após a confirmação da ME e a comunicação à família, a questão da doação de órgãos pode ser abordada, sempre respeitando a vontade familiar e os princípios éticos e legais.
Os critérios incluem coma aperceptivo, ausência de reflexos de tronco encefálico e apneia, confirmados por exames complementares como EEG ou angiografia cerebral, seguindo a legislação vigente.
O médico de confiança pode acompanhar todo o processo de avaliação, mas não pode fazer parte da equipe médica que realiza o diagnóstico de morte encefálica, garantindo a imparcialidade e a conformidade com os protocolos.
Não, a doação de órgãos só pode ser considerada após a confirmação legal da morte encefálica por uma equipe médica qualificada e a autorização familiar, seguindo um protocolo rigoroso e ético.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo