Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2023
A respeito da gestação múltipla, assinale a alternativa correta.
Corionicidade por USG 1º trimestre: Sinal do Lambda = dicoriônica; Sinal do T = monocoriônica.
A determinação precoce da corionicidade é crucial para o manejo da gestação múltipla, pois define os riscos e a necessidade de monitorização específica. A ultrassonografia no primeiro trimestre é o método de escolha para essa avaliação.
A gestação múltipla representa um desafio obstétrico significativo, com maior risco de complicações maternas e fetais. A determinação da corionicidade, ou seja, o número de placentas, é o passo mais crítico no manejo inicial, pois direciona a vigilância e as intervenções necessárias. A epidemiologia mostra um aumento na incidência de gestações múltiplas, em parte devido ao uso de técnicas de reprodução assistida. O diagnóstico da corionicidade é realizado preferencialmente por ultrassonografia no primeiro trimestre (entre 11 e 14 semanas). A visualização do sinal do lambda (ou twin peak sign), que é uma projeção triangular de tecido coriônico entre as membranas amnióticas, é patognomônico de gestação dicoriônica. Já o sinal do T, onde as membranas se inserem perpendicularmente na placenta, indica gestação monocoriônica. Essa distinção é fundamental para prever riscos e planejar o acompanhamento. O manejo difere substancialmente: gestações dicoriônicas, embora com maior risco de prematuridade e restrição de crescimento, não apresentam as complicações vasculares placentárias das monocoriônicas. Gestações monocoriônicas, por sua vez, exigem monitoramento mais frequente devido ao risco de síndrome da transfusão feto-fetal, restrição de crescimento seletiva e outras anomalias. A compreensão desses sinais ultrassonográficos é vital para o residente em obstetrícia.
O sinal do lambda indica gestação dicoriônica, enquanto o sinal do T é característico da gestação monocoriônica. Ambos são avaliados por ultrassonografia no primeiro trimestre.
A corionicidade define os riscos e o manejo da gestação múltipla. Gestações monocoriônicas têm maiores riscos de complicações vasculares placentárias, como a síndrome da transfusão feto-fetal, exigindo monitorização mais intensiva.
Gestações monocoriônicas requerem vigilância mais rigorosa devido ao risco de complicações vasculares placentárias e transfusão feto-fetal, enquanto as dicoriônicas, embora com maior risco de prematuridade, não apresentam essas complicações específicas.
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