FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2021
Primigesta internada há 8 horas em trabalho de parto. A evolução do trabalho de parto está demonstrada no partograma abaixo. Foi diagnosticada a presença de desproporção cefalopélvica relativa. De acordo com estes dados, responda, respectivamente, em qual período clínico do parto está ocorrendo esta distócia e a conduta:
Desproporção cefalopélvica relativa em período de dilatação → posição verticalizada para otimizar pelve e progressão.
A desproporção cefalopélvica relativa pode ser manejada com medidas não invasivas, como a mudança de posição materna. A verticalização pode otimizar o diâmetro da pelve e favorecer a descida fetal, especialmente no período de dilatação, antes de considerar intervenções mais agressivas.
A distocia no trabalho de parto é uma das principais causas de cesariana e intervenções obstétricas. Compreender os diferentes tipos de distocia e suas causas é fundamental para a prática clínica. A desproporção cefalopélvica relativa, por exemplo, não implica necessariamente em cesariana, mas sim em uma avaliação cuidadosa da progressão do parto e a implementação de medidas de suporte. O partograma é uma ferramenta essencial para monitorar a evolução do trabalho de parto, permitindo a identificação precoce de desvios da normalidade, como a parada de progressão da dilatação ou da descida fetal. A interpretação correta do partograma guia as decisões clínicas, como a necessidade de amniotomia, ocitocina ou mudança de posição. Em casos de desproporção cefalopélvica relativa, a adoção de posições maternas verticalizadas (como deambulação, sentar, cócoras) pode ser benéfica. Essas posições podem otimizar os diâmetros pélvicos, favorecer a ação da gravidade e melhorar a dinâmica uterina, contribuindo para a progressão do parto e evitando intervenções desnecessárias.
O partograma pode indicar distocia por meio de uma linha de ação cruzada pela curva de dilatação, parada de progressão da dilatação ou da descida fetal, ou desaceleração da dilatação cervical, exigindo avaliação e intervenção.
A posição verticalizada, como sentar ou andar, pode aumentar os diâmetros pélvicos, otimizar a força da gravidade e melhorar a eficácia das contrações uterinas, facilitando a descida e rotação fetal.
A desproporção cefalopélvica absoluta ocorre quando há uma incompatibilidade anatômica permanente entre a cabeça fetal e a pelve materna. A relativa é uma incompatibilidade funcional que pode ser superada com mudanças de posição ou tempo.
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