Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2022
De acordo com a FEBRASCO, o tamanho do feto pode prejudicar uma boa evolução do trabalho de parto quando este for estimado em mais de 4000g ou quando, mesmo não tendo um peso aumentado, a bacia materna não apresenta diâmetros que permitam a sua passagem, ao que se denomina desproporção cefalopélvica. Deve-se tentar identificar uma distocia pelo tamanho fetal preferencialmente antes do trabalho de parto efetivamente, o que pode ser evidenciado de diversas maneiras como: I- Altura uterina abaixo do percentil 95 para idade gestacional. II- Presença de edema suprapúbico e membros inferiores com insinuação do polo cefálico no estreito superior da bacia. III- Estimativa do peso fetal por meio de ultrassonografia obstétrica. IV- Prova de trabalho de parto: caracteriza-se a parada secundária de dilatação pelo partograma. Estão CORRETAS as maneiras previstas em:
Macrossomia fetal (>4000g) ou DPC → USG para peso fetal e prova de trabalho de parto para avaliar progressão.
A identificação de distocia por tamanho fetal ou desproporção cefalopélvica (DCP) antes do parto é crucial. A ultrassonografia estima o peso fetal, e a prova de trabalho de parto, monitorada pelo partograma, avalia a progressão e identifica paradas de dilatação.
A desproporção cefalopélvica (DCP) e a macrossomia fetal são condições que podem complicar o trabalho de parto, aumentando o risco de distocia, trauma materno e fetal, e necessidade de cesariana. A macrossomia é definida como peso fetal estimado acima de 4000g ou 4500g, dependendo da literatura, e é um fator de risco importante para DCP. A identificação precoce dessas condições é crucial para um planejamento adequado do parto. A avaliação da DCP e da macrossomia pode ser feita por diversas abordagens. A altura uterina é um método de triagem, mas uma altura uterina abaixo do percentil 95 indica restrição de crescimento, não macrossomia. A ultrassonografia obstétrica é a ferramenta mais precisa para estimar o peso fetal e, consequentemente, suspeitar de macrossomia. No entanto, a confirmação da DCP só pode ser feita durante o trabalho de parto. A prova de trabalho de parto é um procedimento essencial para avaliar a capacidade da bacia materna de permitir a passagem do feto. Monitorada rigorosamente pelo partograma, ela permite identificar a progressão adequada ou a ocorrência de distocias, como a parada secundária de dilatação. Residentes devem dominar a interpretação desses sinais e a tomada de decisão para garantir a segurança da mãe e do bebê, evitando intervenções desnecessárias ou tardias.
A ultrassonografia obstétrica é a ferramenta mais precisa para estimar o peso fetal, utilizando medidas como diâmetro biparietal, circunferência craniana, circunferência abdominal e comprimento do fêmur. Um peso estimado acima de 4000g sugere macrossomia.
A prova de trabalho de parto é a observação cuidadosa da progressão do parto em gestantes com suspeita de desproporção cefalopélvica ou macrossomia. Ela é monitorada pelo partograma, e uma parada secundária de dilatação ou descida pode indicar DCP, levando à decisão por cesariana.
Sinais de alerta incluem altura uterina acima do percentil 90/95 para a idade gestacional (sugerindo macrossomia), estimativa de peso fetal > 4000g pela ultrassonografia, e, em alguns casos, dificuldade de insinuação do polo cefálico em primigestas.
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