Desproporção Cefalopélvica: Diagnóstico no Partograma

HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2015

Enunciado

Partograma mostrando colo uterino pérveo para 9 cm há 2 horas e polo cefálico fetal em -2 de De Lee há 3 horas, com 5 metrossístoles em 10 minutos. Qual o diagnóstico provável?

Alternativas

  1. A) distócia de partes moles;
  2. B) desproporção cefalopélvica;
  3. C) distócia funcional;
  4. D) período prolongado da dilatação;
  5. E) distócia de ombros

Pérola Clínica

Colo 9cm por 2h e polo -2 De Lee por 3h com contrações eficazes → Parada de progressão = suspeitar DCP.

Resumo-Chave

A parada de progressão do trabalho de parto, caracterizada por dilatação e/ou descida estacionárias apesar de contrações uterinas adequadas, sugere uma obstrução mecânica. Neste caso, com colo quase totalmente dilatado e apresentação fetal alta por tempo prolongado, a desproporção cefalopélvica é a principal hipótese.

Contexto Educacional

A desproporção cefalopélvica (DCP) é uma condição obstétrica em que a cabeça fetal é muito grande para passar pela pelve materna, ou a pelve materna é muito pequena para a cabeça fetal. É uma das principais causas de parada de progressão do trabalho de parto e uma indicação comum para cesariana, sendo crucial seu reconhecimento precoce para evitar complicações maternas e fetais. O diagnóstico de DCP é frequentemente suspeitado quando o trabalho de parto não progride adequadamente, apesar de contrações uterinas eficazes. O partograma é uma ferramenta essencial para monitorar a evolução do trabalho de parto, registrando a dilatação cervical e a descida da apresentação fetal. Uma dilatação estacionária na fase ativa ou uma descida estacionária da apresentação por um período prolongado, como descrito na questão, são sinais de alerta para DCP. A conduta diante da suspeita de DCP envolve uma avaliação cuidadosa da pelve materna e da apresentação fetal. Se a DCP for confirmada, a cesariana é a via de parto indicada para garantir a segurança da mãe e do bebê, prevenindo complicações como sofrimento fetal, ruptura uterina e fístulas obstétricas.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diagnosticar parada de progressão no trabalho de parto?

Parada de progressão é diagnosticada quando há ausência de mudança na dilatação cervical por 2 horas ou mais na fase ativa, ou ausência de descida da apresentação fetal por 1 hora ou mais, apesar de contrações uterinas adequadas.

Como o partograma auxilia no diagnóstico da desproporção cefalopélvica?

O partograma, ao registrar a dilatação cervical e a descida da apresentação fetal ao longo do tempo, permite identificar padrões de parada de progressão, que, na presença de contrações eficazes, sugerem DCP.

Qual a conduta inicial diante da suspeita de desproporção cefalopélvica?

Diante da suspeita de DCP com parada de progressão, a conduta inicial envolve reavaliação clínica e, se confirmada a obstrução mecânica, a indicação é a cesariana.

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