UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2023
Considere as distocias abaixo:I. Parada secundária da dilatação.II. Parto precipitado.III. Parada secundária da descida.Quais podem caracterizar clinicamente a presença de desproporção cefalopélvica absoluta?
Desproporção cefalopélvica absoluta → parada secundária da dilatação ou descida.
A desproporção cefalopélvica (DCP) absoluta é uma distocia mecânica onde o feto não consegue passar pela pelve materna. Clinicamente, manifesta-se como uma falha na progressão do trabalho de parto, caracterizada por parada secundária da dilatação ou da descida, mesmo com contrações uterinas adequadas.
A desproporção cefalopélvica (DCP) é uma condição obstétrica em que há uma incompatibilidade entre o tamanho da cabeça fetal e as dimensões da pelve materna, impedindo a progressão do trabalho de parto. A DCP absoluta é rara e implica que o feto não pode passar pela pelve de forma alguma, independentemente da força das contrações. É crucial para o residente reconhecer essa condição para evitar complicações maternas e fetais. A fisiopatologia da DCP absoluta envolve uma barreira mecânica intransponível. Clinicamente, ela se manifesta como uma falha na progressão do trabalho de parto ativo. A parada secundária da dilatação ocorre quando o colo uterino não dilata por um período prolongado (geralmente >2 horas na fase ativa) e a parada secundária da descida ocorre quando a apresentação fetal não desce na pelve por um período prolongado (geralmente >1 hora no período expulsivo), ambos apesar de contrações uterinas adequadas. O parto precipitado, por outro lado, é uma progressão anormalmente rápida do trabalho de parto, não associada à DCP. O diagnóstico de DCP absoluta é feito clinicamente, observando a falha de progressão e excluindo outras causas de distocia, como contrações uterinas ineficazes. O tratamento definitivo é a cesariana. A identificação precoce é vital para prevenir exaustão materna, sofrimento fetal e complicações como rotura uterina. A vigilância constante da partograma é a ferramenta mais importante para monitorar a progressão do trabalho de parto e identificar distocias.
Os principais sinais clínicos de desproporção cefalopélvica absoluta são a parada secundária da dilatação cervical e a parada secundária da descida da apresentação fetal, mesmo com contrações uterinas eficazes.
A desproporção cefalopélvica é uma distocia mecânica, enquanto outras distocias podem ser funcionais (ex: contrações ineficazes). A falha de progressão apesar de boa contratilidade sugere DCP.
A conduta em caso de desproporção cefalopélvica absoluta confirmada é a interrupção da gestação por cesariana, pois o parto vaginal não é possível.
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