Parada Secundária da Descida: Diagnóstico e Conduta

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2026

Enunciado

Primigesta, 28 anos, pré-natal de risco usual, internada em trabalho de parto com gestação de termo. A evolução do trabalho de parto está demonstrada no partograma abaixo: Após realizar diagnóstico de parada secundária da descida, qual a etiologia e a melhor conduta?

Alternativas

  1. A) Distocia de rotação e fórceps de Kielland
  2. B) Desproporção cefalopélvica e operação cesariana.
  3. C) Desproporção cefalopélvica e rotação manual da apresentação.
  4. D) Distocia da variedade de posição e posição materna verticalizada.

Pérola Clínica

Parada da descida por ≥1h após dilatação total → DCP → Indicação de Cesariana.

Resumo-Chave

A parada secundária da descida ocorre quando a apresentação fetal não progride por pelo menos uma hora após a dilatação total. Se a contratilidade uterina está adequada, a causa é mecânica (DCP), exigindo resolução via alta.

Contexto Educacional

O acompanhamento do trabalho de parto através do partograma permite a identificação precoce de distocias funcionais e mecânicas. A parada secundária da descida é uma distocia do período expulsivo que exige discernimento clínico entre falha de motor (hipossistolia) e barreira mecânica (DCP). Na prática obstétrica moderna, a identificação de DCP em planos altos ou médios contraindica manobras de extração vaginal, sendo a cesariana a via de parto mais segura para prevenir rotura uterina e sofrimento fetal agudo.

Perguntas Frequentes

O que define a parada secundária da descida no partograma?

A parada secundária da descida é diagnosticada quando a dilatação cervical está completa (10 cm), mas a descida da apresentação fetal cessa por um período de pelo menos uma hora. No partograma, isso é visualizado pela manutenção do mesmo plano de De Lee em dois registros sucessivos com intervalo de uma hora.

Qual a principal etiologia da parada de descida com contrações efetivas?

A principal causa é a Desproporção Cefalopélvica (DCP), que pode ser absoluta (bacia estreita ou feto macrossômico) ou relativa (variedades de posição anômalas, como o defletismo). Se as contrações são adequadas e não há progressão, a causa mecânica é a mais provável.

Por que a conduta é a cesariana neste caso específico?

Uma vez firmado o diagnóstico de Desproporção Cefalopélvica (DCP) em uma parada secundária da descida, a insistência no parto vaginal aumenta drasticamente a morbimortalidade materna e fetal. O fórceps só seria opção se houvesse certeza de proporcionalidade e plano baixo, o que a DCP exclui.

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