Desproporção Cefalopélvica: Diagnóstico e Manejo no Parto

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2020

Enunciado

Ao analisar o partograma de uma parturiente em franco trabalho de parto, foram observadas parada secundária da dilatação com 8 cm e apresentação cefálica em –1 de DeLee, acompanhadas de dinâmica uterina intensa de cinco contrações em dez minutos. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o diagnóstico mais provável e a melhor conduta a ser adotada.

Alternativas

  1. A) desproporção cefalopélvica e fórcipe
  2. B) desproporção cefalopélvica e cesariana
  3. C) distocia funcional e amniotomia
  4. D) distocia funcional e cesariana
  5. E) distocia de rotação e fórcipe

Pérola Clínica

Parada de dilatação com dinâmica uterina intensa e apresentação alta (-1 DeLee) → DCP = Cesariana.

Resumo-Chave

Uma parada secundária da dilatação com dinâmica uterina intensa e apresentação fetal alta (-1 DeLee) sugere desproporção cefalopélvica (DCP), onde o feto não consegue progredir apesar das contrações eficazes, indicando cesariana.

Contexto Educacional

A avaliação do trabalho de parto através do partograma é crucial para identificar distocias e intervir adequadamente. A parada secundária da dilatação, definida como a ausência de mudança na dilatação cervical por um período de tempo específico (geralmente 2 horas na fase ativa), é um sinal de alerta importante. A diferenciação entre as causas de distocia é fundamental para a conduta. No caso apresentado, a parturiente tem parada secundária da dilatação em 8 cm, com apresentação cefálica em -1 de DeLee (ainda alta) e, crucialmente, uma dinâmica uterina intensa (cinco contrações em dez minutos). Essa combinação de fatores aponta fortemente para uma desproporção cefalopélvica (DCP). A DCP ocorre quando há uma inadequação entre o tamanho da cabeça fetal e as dimensões da pelve materna, impedindo a progressão do parto, mesmo com contrações uterinas potentes. A conduta para DCP é a cesariana. É importante não confundir este cenário com uma distocia funcional por hipoatividade uterina, onde a dinâmica uterina seria ineficaz e a conduta inicial seria a ocitocina. A intensidade da dinâmica uterina no enunciado exclui a distocia funcional como diagnóstico primário e direciona para a falha mecânica da progressão, ou seja, a DCP.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de desproporção cefalopélvica (DCP) no trabalho de parto?

Sinais de DCP incluem parada da dilatação ou da descida fetal, apesar de dinâmica uterina adequada ou intensa, e apresentação fetal alta ou insinuação difícil, mesmo em fase ativa do trabalho de parto.

Como diferenciar DCP de distocia funcional no partograma?

A DCP se caracteriza por dinâmica uterina eficaz (contrações fortes e frequentes) sem progressão, enquanto a distocia funcional (hipoatividade uterina) apresenta contrações fracas ou infrequentes, que podem ser corrigidas com ocitocina.

Quando a cesariana é indicada em casos de distocia?

A cesariana é indicada quando há falha de progressão do trabalho de parto devido a DCP confirmada, falha de indução, sofrimento fetal agudo, ou outras distocias que não respondem a medidas conservadoras ou ocitocina.

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