UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2024
A pelvimetria era a prática comum em obstetrícia que há anos atrás se realizava para estimar o tamanho da bacia materna, entretanto nota-se que as estimativas de tamanho de pelve adequados não correspondem aos parto bem sucedidos, portanto, hoje em dia a pelvimetria caiu em desuso e realiza-se prova de trabalho de parto e o partograma é um importante instrumento para avaliação da progressão do trabalho de parto. Avalie o partograma abaixo e assinale o diagnóstico CORRETO:
Partograma com curva de dilatação ou descida fetal desviando para a direita da linha de alerta/ação → Distócia, frequentemente DCP ou parada de progressão.
A desproporção céfalo-pélvica (DCP) é uma das principais causas de distócia de parto, caracterizada pela inadequação entre o tamanho da cabeça fetal e as dimensões da pelve materna. No partograma, a DCP se manifesta como uma falha na progressão da dilatação cervical ou da descida da apresentação fetal, mesmo com contrações uterinas adequadas.
A pelvimetria, outrora uma prática comum para estimar o tamanho da bacia materna, caiu em desuso devido à sua baixa correlação com o sucesso do parto vaginal. Atualmente, a avaliação da progressão do trabalho de parto é realizada principalmente através da prova de trabalho de parto e do monitoramento contínuo com o partograma, que é uma ferramenta gráfica essencial para identificar distócias. A Desproporção Céfalo-Pélvica (DCP) é uma das principais causas de distócia de parto, ocorrendo quando a cabeça fetal é muito grande para passar pela pelve materna, ou quando a pelve é muito pequena para o feto. No partograma, a DCP se manifesta como uma falha na progressão da dilatação cervical ou da descida da apresentação fetal, mesmo com contrações uterinas de boa qualidade. A curva de dilatação ou descida fetal cruza a linha de alerta e, posteriormente, a linha de ação, indicando a necessidade de intervenção. O diagnóstico de DCP é clínico e se baseia na avaliação da progressão do parto. Uma vez confirmada, a conduta é geralmente a cesariana, pois a continuação do trabalho de parto pode levar a complicações graves para a mãe (ruptura uterina, fístulas) e para o feto (sofrimento fetal, lesões). É fundamental diferenciar a DCP de outras distócias, como a hipoatividade uterina, que pode ser corrigida com ocitocina.
A DCP ocorre quando há uma inadequação entre o tamanho da cabeça fetal e as dimensões da pelve materna, impedindo a progressão normal do trabalho de parto. Isso pode levar a uma parada da dilatação ou da descida fetal.
No partograma, a DCP é sugerida quando a curva de dilatação cervical ou a curva de descida da apresentação fetal se desvia para a direita da linha de alerta ou da linha de ação, indicando uma falha na progressão apesar de contrações uterinas eficazes.
Diante da suspeita de DCP, após uma prova de trabalho de parto adequada e avaliação da dinâmica uterina, a conduta geralmente é a interrupção do parto por cesariana, visando evitar complicações maternas e fetais.
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