Desproporção Céfalo-Pélvica: Diagnóstico e Conduta no Parto

HRAC-USP/Centrinho - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Bauru (SP) — Prova 2024

Enunciado

Primigesta, 25 anos, 40 semanas de idade gestacional, internada em trabalho de parto, com evolução registrada no partograma a seguir:Nesse caso, a principal causa da distocia representada e a melhor conduta é:

Alternativas

  1. A) Exaustão materna; cesariana.
  2. B) Desproporção céfalo-pélvica; cesariana.
  3. C) Desproporção céfalo-pélvica; parto fórceps.
  4. D) Distocia de rotação; parto fórceps.
  5. E) Distocia de rotação; parto por vácuo.

Pérola Clínica

Partograma com parada de progressão em primigesta → suspeitar DPC, conduta = cesariana.

Resumo-Chave

A desproporção céfalo-pélvica (DCP) é uma das principais causas de distocia de trabalho de parto, caracterizada pela incompatibilidade entre o tamanho da cabeça fetal e a pelve materna. Quando o partograma evidencia uma parada de progressão (dilatação ou descida) apesar de contrações uterinas adequadas, a DCP deve ser fortemente considerada, indicando a via de parto cesariana.

Contexto Educacional

A desproporção céfalo-pélvica (DCP) é uma condição na qual a cabeça fetal é grande demais para passar pela pelve materna, ou a pelve é muito pequena para o tamanho da cabeça fetal. É uma das principais causas de distocia de trabalho de parto e falha de progressão, especialmente em primigestas. O diagnóstico é clínico e se baseia na avaliação do trabalho de parto, principalmente através do partograma. O partograma é uma ferramenta gráfica essencial para monitorar a evolução do trabalho de parto. Em casos de DCP, ele tipicamente mostra uma curva de dilatação cervical ou descida fetal que se desvia para a direita da linha de alerta ou atinge a linha de ação, indicando uma parada de progressão. Isso ocorre apesar de contrações uterinas adequadas em frequência, intensidade e duração, e após um período de prova de trabalho de parto. A conduta em casos de DCP confirmada é a cesariana. Tentar um parto vaginal assistido (fórceps ou vácuo) em uma situação de DCP verdadeira pode levar a complicações graves para a mãe (ruptura uterina, lacerações) e para o feto (sofrimento fetal, lesões neurológicas). É crucial diferenciar a DCP de outras causas de distocia, como distocia de rotação ou exaustão materna, que podem ter condutas diferentes.

Perguntas Frequentes

Como o partograma auxilia no diagnóstico da desproporção céfalo-pélvica?

O partograma revela a desproporção céfalo-pélvica através da parada de progressão da dilatação cervical ou da descida da apresentação fetal, mesmo com contrações uterinas eficazes e colo favorável.

Quais são as principais causas de distocia de trabalho de parto?

As principais causas de distocia são as alterações nas "3 P's": Poder (contrações uterinas), Passagem (pelve materna) e Passageiro (feto), sendo a desproporção céfalo-pélvica uma alteração da passagem.

Quando a cesariana é indicada em casos de distocia por desproporção céfalo-pélvica?

A cesariana é indicada quando há evidência de falha de progressão do trabalho de parto devido à desproporção céfalo-pélvica, após um período de observação e, se necessário, otimização das contrações.

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