Desproporção Céfalo-Pélvica: Diagnóstico no Partograma

PMF - Prefeitura Municipal de Franca (SP) — Prova 2020

Enunciado

Gestante de 18 anos, primigesta, foi internada em trabalho de parto com contrações efetivas e apresenta o registro de partograma abaixo. A hipótese diagnóstica mais provável nesse caso é:

Alternativas

  1. A) Desproporção céfalo-pélvica;
  2. B) Distócia de ombro;
  3. C) Distócia de partes moles;
  4. D) Parada secundária da dilatação

Pérola Clínica

Partograma com parada secundária da dilatação em primigesta com contrações efetivas → suspeitar de Desproporção Céfalo-Pélvica.

Resumo-Chave

A desproporção céfalo-pélvica (DCP) ocorre quando há uma incompatibilidade entre o tamanho da cabeça fetal e a pelve materna, resultando em progressão inadequada do trabalho de parto, mesmo com contrações uterinas eficazes.

Contexto Educacional

A desproporção céfalo-pélvica (DCP) é uma das principais causas de distócia no trabalho de parto, caracterizada pela incompatibilidade entre o tamanho da cabeça fetal e as dimensões da pelve materna, impedindo a progressão do parto vaginal. É uma condição que exige atenção e diagnóstico preciso para evitar complicações maternas e fetais. O partograma é uma ferramenta essencial para monitorar a evolução do trabalho de parto e identificar desvios da normalidade. Em casos de DCP, o partograma tipicamente revela uma parada secundária da dilatação cervical ou da descida da apresentação fetal, mesmo na presença de contrações uterinas efetivas e dinâmicas. A avaliação clínica da pelve e da apresentação fetal, juntamente com a análise do partograma, são cruciais para o diagnóstico. O manejo da DCP é predominantemente cirúrgico. Uma vez estabelecido o diagnóstico, a cesariana é a via de parto indicada para garantir a segurança da mãe e do feto. O reconhecimento precoce da DCP é fundamental para evitar um trabalho de parto prolongado, exaustão materna, sofrimento fetal, infecções e outras complicações graves.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de desproporção céfalo-pélvica (DCP) no partograma?

No partograma, a DCP é sugerida por uma parada secundária da dilatação cervical ou da descida da apresentação fetal, apesar de contrações uterinas adequadas e colo favorável.

Quais fatores aumentam o risco de desproporção céfalo-pélvica?

Fatores incluem bacia materna desfavorável (estreita ou anômala), macrossomia fetal, apresentação fetal anômala (ex: defletidas), e primiparidade.

Qual a conduta em caso de diagnóstico de desproporção céfalo-pélvica?

Uma vez diagnosticada a DCP, a via de parto mais segura é a cesariana, pois a progressão vaginal é inviável e tentativas prolongadas podem levar a sofrimento fetal e materno.

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