Desprescrição no Idoso: Estratégias na Atenção Primária
CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2026
Enunciado
Ana é médica de uma UBS na zona sul de Manaus e tem o hábito de revisar periodicamente a farmacoterapia de seus pacientes com doenças crônicas, especialmente idosos e pessoas com multimorbidades. Durante a consulta de acompanhamento de um paciente de 74 anos em uso de sete medicamentos contínuos, ela avalia a possibilidade de desprescrição. Considerando as melhores evidências e recomendações sobre o tema, qual é a conduta mais adequada?
Alternativas
A) Suspender prioritariamente o medicamento mais caro, pois o custo é o fator central na definição do que deve ser desprescrito.
B) Evitar desprescrever medicamentos iniciados por especialistas focais, pois isso não faz parte de suas atribuições como médica da Atenção Primária à Saúde.
C) Realizar a desprescrição apenas em situações de efeitos adversos graves já instalados, pois a suspensão preventiva oferece pouco benefício.
D) Revisar sistematicamente todas as prescrições em cada consulta de seguimento, identificando medicamentos sem indicação atual, com risco maior que benefício ou sem eficácia comprovada, envolvendo o paciente no processo de decisão compartilhada.
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