SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2022
A velhice está sujeita a muito mais ameaças à saúde e à qualidade de vida do que aquelas impostas por uma doença. A qualidade dos cuidados à saúde do idoso pode ser determinada mais pela decisão de não administrar ou suspender medicamentos do que pela necessidade do uso de um medicamento. Sobre o uso de medicamentos em idosos, é correto afirmar que:
Bifosfonatos em idosos: meia-vida longa, efeito residual permite suspensão em baixo risco de fratura.
Bifosfonatos possuem meia-vida prolongada e efeito residual ósseo, permitindo a suspensão em idosos com baixo risco de fratura, como parte de uma estratégia de desprescrição para reduzir a polifarmácia e seus riscos.
O manejo de medicamentos em idosos é um desafio complexo na prática clínica, dada a prevalência de polifarmácia e as alterações fisiológicas que afetam a farmacocinética e farmacodinâmica. A desprescrição, ou seja, a retirada planejada e supervisionada de medicamentos potencialmente inadequados ou desnecessários, é uma estratégia fundamental para otimizar a terapia e melhorar a qualidade de vida do paciente idoso. Os bifosfonatos, utilizados no tratamento da osteoporose, são um exemplo clássico de medicamentos que podem ser desprescritos em idosos selecionados. Devido à sua longa meia-vida e ao efeito residual no esqueleto, é possível realizar 'férias medicamentosas' ou suspender o tratamento em pacientes com baixo risco de fratura, sem comprometer a proteção óssea. Essa abordagem visa reduzir a carga medicamentosa e os potenciais efeitos adversos associados ao uso prolongado. Outros medicamentos, como estatinas, omeprazol e diuréticos, também requerem avaliação cuidadosa em idosos. Embora as estatinas tenham benefício comprovado na prevenção secundária, sua utilidade na prevenção primária em idosos muito frágeis ou com expectativa de vida limitada pode ser questionada. A suspensão de omeprazol após uso prolongado pode gerar efeito rebote, mas a tentativa de retirada gradual é frequentemente recomendada. Diuréticos, embora essenciais em muitas condições, devem ser monitorados de perto devido ao risco de desidratação e distúrbios eletrolíticos. A decisão de desprescrever deve ser individualizada, considerando o risco-benefício para cada paciente.
A desprescrição é crucial para reduzir a polifarmácia, minimizar interações medicamentosas, diminuir o risco de efeitos adversos, prevenir quedas e melhorar a qualidade de vida do idoso, adaptando a terapia às suas necessidades atuais.
Devido à sua meia-vida prolongada e efeito residual no osso, os bifosfonatos podem ser suspensos em idosos com baixo risco de fratura após um período de tratamento, sob avaliação médica, como parte da desprescrição para reduzir a carga medicamentosa.
A polifarmácia em idosos aumenta o risco de quedas, confusão mental, interações medicamentosas, hospitalizações, reações adversas e piora da funcionalidade, impactando negativamente a qualidade de vida.
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