FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2019
Analise as sentenças a seguir sobre desprescrição: I. Muitas diretrizes clínicas não contemplam quando ou como devem ser suspensos os medicamentos em pessoas de idade muito avançada; II. Caso se planeje iniciar um processo de desprescrição em uma pessoa, os medicamentos a serem primeiramente retirados são os que a própria pessoa refere não utilizar e os que causam mais efeitos adversos; III. Uma porcentagem alta de pessoas hipertensas mantém valores de pressão arterial normais depois de serem suspensos os medicamentos anti-hipertensivos. A alternativa que apresenta todas as sentenças CORRETAS é:
Desprescrição em idosos → priorizar medicamentos não utilizados ou com mais EA; diretrizes limitadas para idades avançadas.
A desprescrição é crucial na geriatria para reduzir a polifarmácia e os efeitos adversos, melhorando a qualidade de vida. É um processo complexo que exige avaliação individualizada e consideração das prioridades do paciente, especialmente em idades avançadas onde as diretrizes podem ser menos claras.
A desprescrição é o processo de retirada planejada e supervisionada de medicamentos, com o objetivo de gerenciar a polifarmácia e melhorar os resultados de saúde. É particularmente relevante na população idosa, onde a prevalência de múltiplas comorbidades e o uso de múltiplos medicamentos (polifarmácia) são altos, aumentando o risco de efeitos adversos, interações medicamentosas e hospitalizações. As diretrizes clínicas frequentemente focam no início de tratamentos, mas são menos claras sobre quando e como desprescrever, especialmente em pacientes muito idosos ou frágeis. O processo de desprescrição deve ser individualizado, considerando a expectativa de vida, os objetivos de cuidado do paciente, a carga de medicamentos e o potencial de danos versus benefícios. Os medicamentos a serem priorizados para retirada são aqueles sem indicação clara, os que causam efeitos adversos significativos, os com alto risco de interações e aqueles que o paciente não deseja ou não adere. É fundamental envolver o paciente e seus cuidadores na decisão, explicando os riscos e benefícios. A desprescrição pode levar a uma melhoria na qualidade de vida, redução de quedas, diminuição de custos e alívio da carga de medicamentos. Contudo, deve ser feita de forma gradual e monitorada para evitar síndromes de abstinência ou exacerbação de condições subjacentes. A monitorização da pressão arterial após a desprescrição de anti-hipertensivos, por exemplo, é crucial, pois muitos pacientes podem manter valores normais com menos medicação.
Os principais critérios incluem medicamentos sem indicação clara, aqueles que causam efeitos adversos significativos, medicamentos com alto risco de interação e aqueles que o paciente não deseja ou não adere. A avaliação deve ser individualizada.
Em pacientes muito idosos, as diretrizes clínicas muitas vezes não abordam a suspensão de medicamentos, e a apresentação atípica de doenças e a fragilidade aumentam a complexidade, exigindo um julgamento clínico apurado e centrado no paciente.
Sim, em muitos idosos hipertensos, especialmente os frágeis ou com hipotensão ortostática, a desprescrição gradual de anti-hipertensivos pode ser segura e benéfica, mantendo a pressão arterial em níveis adequados com menos medicamentos.
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