Desnutrição Proteico Calórica: Marasmo vs. Kwashiorkor

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2025

Enunciado

O conhecimento da clínica e da fisiopatologia da Desnutrição Proteico Calórica é fundamental para redução da mortalidade e êxito da terapia nutricional. A Desnutrição grave pode se apresentar de duas formas clínicas com características distintas: I - O marasmo há desaparecimento da musculatura e da gordura; II - O Kwashiorkor apresenta edema de membros inferiores, bilateralmente; III - O Kwashiorkor acomete no primeiro ano de vida; IV. – O Marasmo apresenta choro frequente e aumento da frequência cardíaca. É correto o que se afirma em:

Alternativas

  1. A) I e III.
  2. B) II e III.
  3. C) I e II.
  4. D) I, II e III.
  5. E) II, III e IV.

Pérola Clínica

Marasmo → perda muscular/gordura, sem edema; Kwashiorkor → edema, acomete > 1 ano.

Resumo-Chave

O Marasmo é caracterizado por uma deficiência calórica e proteica grave, levando a uma perda extrema de massa muscular e tecido adiposo, sem edema significativo. Já o Kwashiorkor é predominantemente uma deficiência proteica com ingestão calórica relativamente preservada, manifestando-se com edema (devido à hipoalbuminemia) e geralmente acometendo crianças após o desmame, ou seja, após o primeiro ano de vida.

Contexto Educacional

A desnutrição proteico-calórica (DPC) é uma condição grave de saúde pública, especialmente em países em desenvolvimento, e seu conhecimento é crucial para a prática médica. Ela se manifesta em duas formas principais: Marasmo e Kwashiorkor, que representam extremos de um espectro de deficiência nutricional. A identificação precoce e o manejo adequado são fundamentais para reduzir a alta morbimortalidade associada. O Marasmo resulta de uma deficiência calórica e proteica global, levando à depleção de todas as reservas energéticas do corpo, incluindo gordura e músculo. Clinicamente, manifesta-se por emaciação extrema, perda de tecido adiposo subcutâneo e massa muscular, sem edema. O Kwashiorkor, por outro lado, é primariamente uma deficiência proteica com ingestão calórica relativamente preservada, caracterizado por edema (principalmente em membros inferiores), lesões de pele, cabelo e hepatomegalia. A fisiopatologia do edema no Kwashiorkor está ligada à hipoalbuminemia grave, que reduz a pressão oncótica plasmática. O tratamento da DPC envolve uma abordagem multifacetada, começando pela estabilização de emergências (hipoglicemia, hipotermia, infecções, desidratação) e, posteriormente, a recuperação nutricional gradual. A distinção entre Marasmo e Kwashiorkor é essencial para o prognóstico e a estratégia terapêutica, embora muitas crianças apresentem características mistas. O acompanhamento nutricional e a educação familiar são pilares para prevenir recidivas e garantir o desenvolvimento saudável da criança.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais clínicos do Marasmo?

O Marasmo é caracterizado por perda acentuada de massa muscular e tecido adiposo, resultando em emaciação severa, face de 'velho' e ausência de edema. A criança parece 'pele e osso'.

Por que o Kwashiorkor apresenta edema?

O edema no Kwashiorkor é causado principalmente pela hipoalbuminemia grave, resultante da deficiência proteica. A baixa concentração de albumina no plasma diminui a pressão oncótica, permitindo o extravasamento de líquido para o interstício.

Qual a faixa etária mais comum para o Kwashiorkor?

O Kwashiorkor geralmente acomete crianças após o desmame, tipicamente entre 1 e 3 anos de idade, quando a dieta se torna mais deficiente em proteínas, mas com ingestão calórica que pode ser relativamente adequada.

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