PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2023
Você atende na Unidade básica de saúde uma criança de dois anos e seis meses de idade com história de ganho de peso insuficiente e avaliação de peso em escore Z (curvas da OMS) abaixo do escore Z – 3. A equipe de saúde realiza o acompanhamento da família e conseguirá garantir a cesta básica e alimentação adequada para a criança. Os cuidados durante o acompanhamento dessa criança são muito importantes para sua recuperação nutricional. Assinale a alternativa com orientação ERRADA:
Ganho de peso > 15g/kg/dia é irrealista para criança > 2 anos em recuperação nutricional, sendo mais para lactentes.
Para crianças maiores de 2 anos em recuperação nutricional, o ganho de peso esperado é menor do que para lactentes. Um ganho de 15g/kg/dia é um critério de alta para lactentes jovens com desnutrição grave, não aplicável a uma criança de 2 anos e 6 meses, onde o foco é um ganho sustentado e adequado para a idade.
A desnutrição infantil, especialmente em países em desenvolvimento, é um grave problema de saúde pública, afetando o crescimento, desenvolvimento e aumentando a morbimortalidade. O acompanhamento na Unidade Básica de Saúde (UBS) é fundamental para a identificação precoce e manejo, com foco na educação alimentar, garantia de acesso a alimentos e monitoramento do ganho de peso. A avaliação do peso em escore Z pelas curvas da OMS é a ferramenta padrão para classificar o estado nutricional e acompanhar a evolução da criança. O manejo adequado na atenção primária pode prevenir a progressão para formas mais graves de desnutrição e suas complicações a longo prazo. A fisiopatologia da desnutrição envolve um balanço energético negativo, deficiência de micronutrientes e, muitas vezes, infecções recorrentes que agravam o quadro. O diagnóstico é clínico e antropométrico, utilizando os escores Z. A suspeita deve surgir em qualquer criança com ganho de peso inadequado ou estagnação do crescimento. A intervenção deve ser multifacetada, incluindo suporte nutricional, suplementação de micronutrientes e tratamento de comorbidades. A equipe de saúde deve orientar a família sobre a alimentação adequada, higiene e sinais de alerta para buscar ajuda. O tratamento visa a recuperação nutricional gradual, com monitoramento rigoroso do peso. É importante diferenciar os critérios de ganho de peso para lactentes e crianças maiores, pois as necessidades energéticas e a velocidade de crescimento diminuem com a idade. A suplementação de ferro e vitamina D deve ser individualizada. O prognóstico depende da gravidade da desnutrição, da adesão ao tratamento e da capacidade da família em prover um ambiente nutricional adequado. A persistência da perda de peso ou a ausência de recuperação são sinais de alerta para encaminhamento a serviços de maior complexidade.
Os principais sinais incluem baixo peso para idade (escore Z abaixo de -2 ou -3), baixo peso para altura (emagrecimento), baixa altura para idade (retardo de crescimento), e sinais clínicos como perda de massa muscular e gordura subcutânea, edema nutricional e alterações de pele e cabelo.
Uma criança deve ser referida se houver perda de peso contínua por mais de um mês, ausência de ganho de peso apesar das intervenções, desnutrição grave (escore Z abaixo de -3), presença de comorbidades ou dificuldades familiares que impeçam o manejo adequado na atenção primária.
A suplementação de ferro e vitamina D é crucial, pois crianças desnutridas frequentemente apresentam deficiências desses micronutrientes. O ferro previne a anemia ferropriva, que compromete o desenvolvimento cognitivo, e a vitamina D é essencial para a saúde óssea e imunidade, sendo sua deficiência comum em crianças com ingestão alimentar inadequada.
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