Desnutrição Infantil: Sinais de Deficiência de Riboflavina

UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2022

Enunciado

A desnutrição infantil é um distúrbio de elevada prevalência em países em desenvolvimento e ainda é responsável por importante impacto na saúde da criança com idade inferior a cinco anos. Em relação à desnutrição infantil, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) O edema e a face senil são predominantes no marasmo.
  2. B) A estomatite angular, assim como a queilose, se deve à deficiência de riboflavina.
  3. C) A anemia ferropriva está comumente associada à desnutrição grave e requer internação e tratamento com reposição de ferro imediata.
  4. D) A classificação da desnutrição pelo critério de Gomez é o método de escolha para utilização nas crianças de zero a cinco anos de idade, sendo o peso o critério mais importante.

Pérola Clínica

Estomatite angular e queilose → deficiência de riboflavina (vitamina B2) na desnutrição.

Resumo-Chave

A desnutrição infantil é um problema complexo que pode levar a múltiplas deficiências nutricionais. A estomatite angular e a queilose são manifestações clássicas da deficiência de riboflavina (vitamina B2), um achado importante na avaliação de crianças desnutridas.

Contexto Educacional

A desnutrição infantil continua sendo um grave problema de saúde pública em países em desenvolvimento, afetando milhões de crianças menores de cinco anos e contribuindo significativamente para a morbimortalidade. Ela é um estado de deficiência, excesso ou desequilíbrio de energia, proteínas e outros nutrientes, levando a efeitos adversos na composição corporal e função. A fisiopatologia da desnutrição é complexa, envolvendo ingestão inadequada, má absorção, aumento das necessidades metabólicas e infecções recorrentes. As deficiências de micronutrientes são comuns e causam sinais específicos; a deficiência de riboflavina (vitamina B2), por exemplo, é responsável por estomatite angular e queilose. A avaliação clínica deve diferenciar entre marasmo (emaciação grave) e kwashiorkor (edema), que representam espectros da desnutrição proteico-energética. O manejo da desnutrição requer uma abordagem multifacetada, incluindo reposição nutricional adequada, tratamento de infecções subjacentes e correção de deficiências de micronutrientes. A classificação e o monitoramento do estado nutricional são cruciais para guiar a intervenção. A educação familiar e o suporte psicossocial também são componentes importantes para a recuperação e prevenção de recidivas.

Perguntas Frequentes

Quais são as manifestações clínicas da deficiência de riboflavina em crianças desnutridas?

A deficiência de riboflavina (vitamina B2) pode se manifestar com estomatite angular, queilose (fissuras nos cantos da boca), glossite (língua magenta), dermatite seborreica e fotofobia.

Qual a diferença entre marasmo e kwashiorkor em termos de apresentação clínica?

O marasmo é caracterizado por emaciação grave, perda de massa muscular e gordura subcutânea, dando uma aparência de 'face senil', sem edema. O kwashiorkor, por outro lado, é marcado por edema generalizado, principalmente em membros inferiores e face, com atrofia muscular menos evidente e alterações de pele e cabelo.

Por que a anemia ferropriva é comum na desnutrição e como deve ser tratada?

A anemia ferropriva é comum devido à ingestão inadequada de ferro e má absorção. O tratamento envolve a reposição de ferro oral, mas em casos graves ou com complicações, pode ser necessária a internação e reposição parenteral.

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