USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Homem, 70 anos, apresenta-se com perda de peso significativa, fadiga e dispneia aos pequenos esforços. Relata dificuldade para se alimentar devido à falta de apetite e sensação de saciedade precoce. Antecedentes de doença pulmonar obstrutiva crônica grave e insuficiência cardíaca congestiva. Exame físico: perda de massa muscular e edema de membros inferiores. Exames laboratoriais: albumina sérica: 2,9 g/dL (VR: 3,4-5,0); hemoglobina: 12,0 g/dL; creatinina: 1,1 mg/dL; Proteína C Reativa (PCR): 0,8 mg/dL (VR: < 1,0); glicemia de jejum: 105 mg/dL. Qual intervenção nutricional é a mais apropriada para este paciente?
Idoso com desnutrição e comorbidades → aumentar proteínas e calorias em refeições fracionadas.
Pacientes idosos com comorbidades crônicas como DPOC e ICC frequentemente desenvolvem desnutrição e sarcopenia. A estratégia inicial deve focar em otimizar a ingestão oral com alimentos de alta densidade calórica e proteica, fracionando as refeições para contornar a saciedade precoce e a anorexia.
A desnutrição em idosos é um problema comum e multifatorial, agravado por doenças crônicas como DPOC e insuficiência cardíaca, que podem levar à caquexia e sarcopenia. A perda de peso involuntária, fadiga e saciedade precoce são sintomas alarmantes que requerem intervenção. A avaliação nutricional completa é fundamental para identificar o grau de desnutrição e suas causas subjacentes. A abordagem inicial para o manejo da desnutrição em idosos deve priorizar a via oral. Estratégias incluem o aumento da densidade calórica e proteica dos alimentos, fracionamento das refeições em porções menores e mais frequentes, e o uso de suplementos nutricionais orais. A meta é melhorar a ingestão energética e proteica para reverter a perda de massa muscular e melhorar o estado funcional. É importante monitorar a resposta à intervenção nutricional, ajustando a dieta conforme a tolerância e as necessidades do paciente. A nutrição enteral é uma opção para casos de desnutrição grave ou quando a via oral é inviável, mas sempre após a tentativa de otimização da ingestão oral. O controle de comorbidades e a reabilitação física também são componentes essenciais do tratamento.
Sinais incluem perda de peso involuntária, fadiga, perda de massa muscular (sarcopenia), edema, e exames laboratoriais como albumina sérica baixa.
Aumentar a ingestão de proteínas e calorias ajuda a combater a perda de massa muscular, melhorar a força, a função imunológica e a qualidade de vida, especialmente em pacientes com caquexia.
A nutrição enteral é considerada quando a ingestão oral é insuficiente para atender às necessidades nutricionais, mesmo após otimização com refeições fracionadas e suplementos orais, ou em casos de disfagia grave.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo